
18/05/2023
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de uma força-tarefa comandada pela autoridade portuária PortosRio, começou a retirada de 51 embarcações abandonadas da Baía de Guanabara, nesta quarta-feira (17).
O trabalho é fruto de um levantamento que identificou cascos e pedaços de navios à deriva no mar. O estudo teve início em novembro de 2022, depois que um navio abandonado bateu na Ponte Rio-Niterói e provocou grandes transtornos para quem utilizava a via.
Com o apoio da Secretaria Estadual de Energia e Economia do Mar e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o trabalho de retirada das embarcações deve terminar até o final do primeiro semestre desse ano.
Segundo as autoridades estaduais, a presença dessas embarcações abandonadas na Baía de Guanabara afeta a navegabilidade da região e aumenta a poluição no local.
Em novembro do ano passado, o navio graneleiro São Luiz, que estava ancorado na Baía de Guanabara desde 2016, foi levado pelo vento e se chocou contra a estrutura da Ponte Rio-Niterói, perto de Niterói.
Após a colisão, a ponte foi fechada em ambos os sentidos, por volta das 18h25, e a liberação só ocorreu às 21h33.
A embarcação estava fundeada nas proximidades da Ilha do Governador. A âncora de 7,5 toneladas deveria manter a embarcação, de 200 metros de extensão por 30 de largura a uma latitude e uma longitude, parada. Acredita-se que o navio se deslocou por aproximadamente 1 quilômetro até atingir a estrutura.
Na época do acidente com o navio graneleiro, o RJ2 deu um giro pela região da Baía de Guanabara e encontrou dezenas de embarcações com alto risco de acidentes.
O Canal de São Lourenço, conhecido como o cemitério de navios da Baía de Guanabara, que está localizado entre os municípios de Niterói e São Gonçalo, está repleto de embarcações enferrujadas e completamente abandonadas.
Alguns dos navios desse cemitério são alvos de processos judiciais e aguardam leilão. Algumas estruturas estão quase afundando nas águas da baía.
Em 2020, o RJ2 mostrou que o acúmulo de navios abandonados na Baía de Guanabara já era um problema grave.
Na época, a equipe de reportagem também percorreu as águas da baía, desde a Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, até Niterói, na Região Metropolitana. Sem uma fiscalização adequada, já era possível ver navios e barcos pesqueiros encalhados se acumulando.
Fonte: g1
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