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Aumento de mosquitos em países ricos é oportunidade para empresas de controle de pragas

01/06/2023

As empresas de controle de pragas estão desenvolvendo maneiras de combater o crescente número de mosquitos portadores de doenças fatais, como malária e dengue, em novas áreas do mundo em consequência da mudança climática.
O aumento das temperaturas levou à disseminação de doenças transmitidas por mosquitos e pernilongos para altitudes mais elevadas e áreas do mundo desenvolvido, onde antes não eram prevalentes.
A transmissão local da dengue foi relatada em vários países europeus, incluindo França, Espanha, Croácia e Itália, bem como em partes dos Estados Unidos e do Japão.
A Rentokil Initial, maior fornecedora mundial de controle de pragas, instalou recentemente uma "sala de sangue" em seu centro de inovação no Reino Unido para estudar o comportamento de mosquitos e outros insetos, o que "aumentará nosso conhecimento e experiência nos próximos anos", disse o executivo-chefe, Andy Ransom.
A Rentokil prevê que o mercado global de controle de mosquitos se expandirá de US$ 1,6 bilhão em 2021 para US$ 2,1 bilhões até 2026, uma taxa composta de crescimento anual estimada de 5,8%.
A sala de sangue abrigou mosquitos que se "adaptaram bem" à instalação, "onde os alimentamos com sangue humano proveniente de um serviço de doação de sangue", disse Rentokil.
"Na Europa, a tendência atual é ver o ‘Aedes albopictus’ [o mosquito-tigre asiático] se movendo para o norte, principalmente na Itália, sul da França e Espanha", disse Ransom. O mosquito-tigre asiático é um vetor da transmissão de vários patógenos, incluindo dengue, febre amarela, zika e chikungunya.
O grupo de controle de pragas usa larvicidas de mosquitos para remover locais de reprodução de pequenos corpos d´água e a pulverização direcionada de adulticidas –um tipo diferente de inseticida– para exterminar mosquitos maduros da vegetação baixa.
A empresa de controle de vetores da Rentokil, a Vector Disease Control International, alertou que as doenças transmitidas por mosquitos e percevejos "estão na vanguarda das preocupações crescentes com as alterações climáticas".
A Wellcome Trust, fundação beneficente de pesquisa em saúde, disse que prevê que os mosquitos portadores de doenças alcancem até 500 milhões de pessoas a mais do que atualmente até 2050. Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas estariam sob risco de malária, dengue, zika, chikungunya e muitas outras doenças até 2080. A fundação disse que está desenvolvendo um banco de dados de código aberto para rastrear essas doenças infecciosas sensíveis ao clima.

A reportagem completa pode ser lida na Folha de S. Paulo

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