
06/06/2023
Com relevo peculiar e belas paisagens de praias, lagoas, montanhas e florestas, Niterói, como toda grande cidade, também sofre com o desmatamento e tem seu patrimônio natural ameaçado pelo avanço da urbanização. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta segunda-feira, dia 5, O Globo-Niterói lista ações com o objetivo de deter o desmatamento e os processos de degradação das áreas verdes na cidade.
Uma dessas iniciativas é realizada há 28 anos pela equipe do Laboratório Horto-Viveiro (LAHVI) do Instituto de Biologia da UFF, que desenvolve projetos e oferece infraestrutura de ensino, pesquisa e extensão em botânica aplicada aos cursos da universidade. Entre as ações estão a produção de mudas para reflorestamento e compostos orgânicos a partir de resíduos coletados pelas equipes de limpeza da UFF, além da recuperação de áreas degradadas como as do Morro do Gragoatá, que passou por devastação nos anos 1970 e 1980.
— O Gragoatá sofreu um desmonte. Parte do morro foi usada no aterro da orla e na criação do campus da Praia Vermelha e do Gragoatá — diz a bióloga Janie Garcia da Silva, coordenadora do LAHVI.
A prefeitura lançou, em 2013, o Niterói Mais Verde, projeto que engloba ações de preservação e sustentabilidade. Para proteger a encosta do Morro da Boa Vista, a Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) já reflorestou dez dos 22 hectares do morro, no bairro São Lourenço, onde mantém um viveiro de mudas. Outra ação é o Projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social, que desde 2019 está reflorestando as praias de Camboinhas, Itacoatiara, Itaipu e Charitas, além do entorno da Lagoa de Itaipu e o Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit). O destaque é a Ilha da Menina, na Enseada de Itaipu, onde já houve plantio experimental de mudas nativas. Para recuperar 203,1 hectares da Mata Atlântica, o programa tem investimentos de R$ 2,9 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a prefeitura, os investimentos em ações de sustentabilidade dentro do eixo Niterói 450 anos já somam mais de R$ 300 milhões e preveem a conclusão do Parque Orla Piratininga (POP) Alfredo Sirkis, a restauração da Ilha de Boa Viagem, a ampliação da malha cicloviária e a melhoria da infraestrutura de unidades de conservação (UCs).
— Niterói tem oito UCs e ações voltadas à preservação em todas as regiões da cidade. Ao criar essas unidades, não estamos somente cumprindo uma função ecológica, mas social e econômica. Cuidar do meio ambiente e do território é um conjunto de iniciativas — explica Axel Grael.
A bióloga da UFF Janie Garcia, no entanto, critica o termo “uso sustentável”, na descrição da categoria da APA do Morro do Gragoatá, criada em 2003:
— Na prática, continuam ocorrendo ocupações e degradação no Gragoatá. A área deveria ser uma unidade de proteção integral, que, por lei, não permite ocupações, como no caso do uso sustentável.
Fonte: O Globo
Maior coruja do Brasil é registrada em área de preservação de Valença
02/07/2026
Baleias chegam mais cedo ao litoral e isso pode não ser uma boa notícia
02/07/2026
Recife paga PIX por entulho coletado nas ruas
02/07/2026
Startup de bioingredientes vai conectar Amazônia e mercado global
02/07/2026
Amazônia mostra sinal de mudança funcional para lidar com a seca, aponta estudo
02/07/2026
Ministério da Saúde lança painel de alerta para calor extremo em municípios
02/07/2026
