
13/06/2023
Em Jacarepaguá, bairro do Rio de Janeiro, os jacarés convivem com lixo e o esgoto. Segundo Ricardo Freitas Filho, biólogo do Instituto Jacaré, os animais sofrem com a contaminação pelos resíduos.
“A gente observou que mais de 80% de todos os jacarés apresentam lixo dentro do estômago. Plástico, sacola, balão de festa, pedaços de garrafa pet, latinhas, resquícios de todos os lixos domésticos que a gente possa imaginar”, conta.
O biólogo também fala sobre a participação da sociedade na preservação desses animais.
“Falta muita preocupação do meio do desenvolvimento urbano, político e social em questão ao meio ambiente. A primeira reação que o jacaré faz? Ele se enterra, porque isso dá proteção para ele. E, quando você vem com o maquinário, ele fica aterrado, não consegue mais subir”, diz.
Jacarepaguá foi um nome dado para a região que, na língua original do tupi-guarani, significa vale dos jacarés.
“Os jacarés são os proprietários de toda essa região, na verdade. Nós é que somos os invasores. Eles são donos do lugar”, conta Ricardo.
O biólogo não é um estranho no ninho. Há 23 anos, ele pesquisa e trabalha com a proteção dos jacarés, impactados pelo crescimento da cidade.
Para atrair os animais com objetivo de catalogá-los, Ricardo fala o ‘jacarês’. Ele imita o som emitido pelos filhotes para, assim, conseguir se aproximar dos animais e fazer a captura.
Com a captura, é possível estudar os animais e extrair informações importantes dos bichos. É uma luta contra o fim.
Termine de ler esta matéria acessando o g1
Maior coruja do Brasil é registrada em área de preservação de Valença
02/07/2026
Baleias chegam mais cedo ao litoral e isso pode não ser uma boa notícia
02/07/2026
Recife paga PIX por entulho coletado nas ruas
02/07/2026
Startup de bioingredientes vai conectar Amazônia e mercado global
02/07/2026
Amazônia mostra sinal de mudança funcional para lidar com a seca, aponta estudo
02/07/2026
Ministério da Saúde lança painel de alerta para calor extremo em municípios
02/07/2026
