UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Agência climática dos EUA adverte que El Niño, que causa fenômenos extremos, já começou

13/06/2023

Começou o fenômeno meteorológico El Niño, com consequências para todo o planeta ao promover eventos climáticos extremos, informou a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) nesta quinta-feira. Caracterizado pelo aquecimento da superfície do Oceano Pacífico oriental equatorial, o evento ocorre a cada dois a sete anos, em média.
"Dependendo de sua força, o El Niño pode causar uma variedade de impactos, como o aumento do risco de chuvas fortes e secas em algumas partes do mundo", disse a climatologista da NOAA, Michelle L´Heureux, acrescentando que também pode causar temperaturas recordes. "As mudanças climáticas podem exacerbar ou mitigar certos impactos relacionados ao El Niño. Por exemplo, o El Niño pode gerar novos recordes de temperatura", explicou em comunicado.
Em maio, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) previu que o período 2023-2027 será o mais quente já registrado na Terra, sob o efeito combinado do El Niño e do aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa.
— O mundo deve estar preparado para o desenvolvimento do El Niño, associado ao aumento do calor, seca ou chuvas em diferentes partes do mundo. Isso pode trazer alívio da seca no Chifre da África, mas também pode desencadear eventos climáticos e climáticos mais extremos — alertou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
A Austrália alertou nesta semana que o El Niño aumentará as temperaturas em um país já vulnerável a incêndios florestais. Nos EUA, a influência do fenômeno é fraca durante o verão, mas mais pronunciada do final do outono até a primavera, afirma a NOAA em seu comunicado.
A passagem do El Niño também será sentida no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), há uma faixa de água anomalamente aquecida de 16 mil quilômetros, com temperatura até 4 graus acima da média. Resultado: inverno mais quente, tempestades devastadoras e seca em vez de chuva.
O fenômeno é o oposto do episódio que aconteceu em 2018 e 2019, chamado de La Niña, quando costuma haver uma queda acentuada nas temperaturas globais. De acordo com a OMM, os últimos oito anos foram o período mais quente já registrado. Sem o La Niña, segundo Petteri Taalas, o efeito da emergência climática teria sido pior.

Fonte: O Globo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...