
15/06/2023
Rob Greenfield é um ativista ambiental que coloca em prática a ideia de liderar pelo exemplo. Ele tem uma série de ideias sobre como podemos levar uma vida mais simples, feliz e sustentável e é mostra que elas são possíveis adotando e compartilhando hábitos que, no começo, podem parecer estranhos, como substituir o uso do papel higiênico por folhas de uma planta. Mas é isso que ele faz!
Há 5 anos, Rob vem usando folhas de uma espécie de boldo (Plectranthus barbatus) que cultiva em seu próprio quintal e deixou de comprar rolos de papel higiênico no mercado. “Quero mostrar às pessoas que viver de outra maneira é possível. Vivemos em uma cultura de consumo em que a maioria não sabe de onde vêm as coisas, como chegam até nós e qual é o impacto que esses produtos têm no planeta. E o papel higiênico não é exceção – a gente compra sem pensar duas vezes”, contou o ativista em entrevista à revista People.
Em 2018, Rob se mudou ara a Flórida e plantou duas mudas da sua própria “fábrica de papel higiênico”. Ele diz que em um ano, tinha folhas suficientes para uma família de 5 pessoas usarem quando fossem ao banheiro. “Todo mundo pode ter seu próprio suprimento de papel higiênico crescendo livre e abundantemente”, garante ele ele.
Esta ideia traz não apenas uma economia na conta do supermercado, mas também ajuda a poupar recursos naturais. Um estudo com famílias americanas mostra que uma pessoa usa em média 150 rolos de papel higiênico por ano. Este produto, depois de usado, vai parar em aterros sanitários ou é descartado na água do vaso sanitário.
A decomposição é relativamente rápida, mas, além do descarte, existe o impacto ambiental da produção deste item. Rob explica que reduzir o uso papel higiênico reduz consequentemente a quantidade de energia e matéria-prima necessárias para fabricar o papel, distribuí-lo e se livrar dele. “Cortar árvores e gastar energia para limpar a bunda com o papel mais macio, para mim, é o maior desrespeito”, diz ele.
“Quando as pessoas dizem que limpar a bunda com uma planta é voltar ao passado, eu respondo: ‘Não, estou nos levando para o futuro, um futuro que é realmente viver em harmonia com a terra de uma forma que estamos conectados a ela. E de uma forma em que não dependemos de corporações para limpar nossas bundas’”, conta.
Para mostrar que é possível adotar hábitos mais sustentáveis e chamar a atenção para a necessidade de uma mudança em nosso estilo de vida, Rob já criou diversas campanhas, em que sempre foi um exemplo vivo daquilo que defendia. Ele já vestiu uma roupa em que ia colocando todo o lixo em que produzia durante um mês para mostrar o impacto dos resíduos que produzimos e terminou com cerca de 30 quilos de lixo presos ao seu corpo.
Em outro momento, o ativista se mudou para uma tiny house movida a energia solar que ele construiu com material reaproveitado, e comia apenas os alimentos que ele plantou e cultivou.
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