
15/06/2023
Para solucionar um problema, precisamos entender suas causas e engajar todos os que podem fazer a diferença. O nosso atual sistema alimentar é um dos principais impulsionadores da perda de biodiversidade e responde por um terço das emissões globais de gases do efeito estufa. Para mudar este cenário, precisamos a participação das empresas e varejistas do setor de alimentos, que podem redesenhar nosso sistema alimentar para permitir que a natureza prospere. Com este objetivo, a Fundação Ellen MacArthur se juntou ao Sustainable Food Trust, e lançou um desafio aos produtores, varejistas, empresas de alimentos e fornecedores: adotar o design circular de alimentos.
O desafio do Grande Redesenho de Alimentos, ou ‘The Big Food Redesign‘, é uma jornada global que convida diferentes atores da indústria alimentar a uma jornada de aprendizagem e criação. Grandes marcas, produtores locais e startups vão participar da iniciativa, para entender o que é o design circular de alimentos e aplicar este princípio para o desenvolvimento de novos produtos alimentícios ou para redesenhar os que já existem.
“Sabemos dos problemas. O atual sistema alimentar é um dos principais impulsionadores da perda de biodiversidade e é responsável por um terço dos gases de efeito estufa globais. Ao aplicar os princípios do design circular ao nosso sistema alimentar, podemos criar alimentos que regeneram a natureza e abordam alguns dos nossos problemas globais mais urgentes”, explica Ellen MacArthur, fundadora e líder do conselho de administração da Fundação Ellen MacArthur.
A proposta é criar produtos de maneira a ajudar a natureza a prosperar. Isso inclui repensar o conceito do produto, a seleção e o fornecimento de ingredientes e a embalagem. Ao aplicar o modelo circular, os participantes do desafio irão explorar o potencial dos alimentos para combater a perda de biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas. A entrega dos primeiros projetos é esperada para o final deste ano, e as ideias mais bem-sucedidas de produtos devem ser produzidas e lançadas em 2024.
Para se inscrever no desafio, não é preciso ter uma ideia de produto de antemão. As empresas podem participar para aprender, inovar e testar ideias no seu ritmo. As participantes terão acesso a uma plataforma criada especialmente para o desafio, que servirá como suporte à colaboração e networking pré-competitivo e disponibilizará uma série de webinars educativos, além de acesso a suporte de especialistas.
Para aproveitar ao máximo as oportunidades de aprendizado, é recomendado que as empresas se inscrevam até 20 de junho de 2023, quando começam os webinars.
Mais informações sobre o desafio estão disponíveis CicloVivo
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