
20/06/2023
Em vez de bolo de aniversário, fruta. Não é discurso fitness, mas, sim, uma iniciativa de conservação. Nos 215 anos do Jardim Botânico, o Rio ganha de presente um canteiro inteiro com mudas de 23 espécies de árvores frutíferas nativas da Mata Atlântica e da Amazônia. Dessas, cinco são consideradas em perigo de extinção e três são inéditas, fruto — literalmente — de descobertas recentes, cujo anúncio ainda será publicado em revistas científicas.
O canteiro será inaugurado hoje, dia do aniversário do parque, e já estará aberto aos visitantes. As árvores recém-identificadas sequer ganharam nome científico, o que só acontece após a publicação oficial feita por pesquisadores. Já são conhecidas, no entanto, por seus curiosos nomes populares: guaquica-azul, jabuticaba-caipirinha e veludo-negro. Quando crescerem, as mudas cultivadas no Jardim Botânico vão produzir as frutas que são da família da goiaba e da pitanga.
— Esse é um ponto que a gente vai fazer questão de levar o visitante para conhecer e, quem sabe, daqui a uns anos, provar as frutas. Por enquanto são mudinhas pequenas, ainda precisam crescer mais — conta o coordenador de Coleções Vivas do JBRJ, Marcus Nadruz.
Há cinco espécies frutíferas incluídas em alguma categoria de risco plantadas no novo canteiro. Em perigo de extinção estão o butiá-roxo, uma espécie de palmeira, a pitanguinha-de-mattos, a jabuticaba-peluda e o jenipapo-da-flor-linda. A guabiroba-peluda está em risco vulnerável, uma classificação mais branda.
Esta reportagem pode ser lida na íntegra no Extra
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