
29/06/2023
Nos últimos dias, diversos animais marinhos têm visitado as praias do Rio de Janeiro, chamando atenção de banhistas, mergulhadores, pescadores e biólogos. Baleias, golfinhos, arraias e até lobos-marinhos são vistos em águas próximas à beira das praias, ou até mesmo na areia. De acordo com o oceanógrafo, professor e coordenador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (MAQUA) José Laílson, é comum que o inverno traga as jubartes e os pinípedes — como o lobo-marinho — para a região costeira do estado.
Uma das primeiras baleias a chamar atenção nas praias do Rio apareceu na manhã do dia 9 de junho, na Barra da Tijuca, dando um espetáculo com saltos na água. Na última semana, sete baleias foram fotografadas na costa do Rio de Janeiro por pesquisadores do projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras, que se dedica à pesquisa e conservação dessa espécie.
Nesta segunda-feira, uma notícia não tão animadora: uma baleia jubarte foi encontrada em estado de decomposição na praia do Peró, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos do Rio.
Já na manhã desta terça, também na Barra da Tijuca, o influencer de viagens Marcos Vaz usou um drone para filmar duas baleias que se exibiam próximas à praia.
Segundo José Laílson, o Rio de Janeiro está na rota migratória das baleias jubarte, que nesta época do ano seguem em direção ao Arquipélago de Abrolhos, na Bahia; algumas para terem filhotes, outras, para copular.
— No caso das baleias, que estão fazendo um grande sucesso, todas as que já apareceram aqui são jubarte, que estão no período migratório. Essa população de jubartes que vem para a costa brasileira se concentra no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, principalmente em Abrolhos, que é a principal área de reprodução delas aqui no Brasil. Elas vêm mais ou menos pelo meio do Oceano Atlântico e, quando chegam na altura de São Paulo e do Rio de Janeiro, acabam vindo mais para a costa. É nesse momento que a gente consegue visualizá-las por aqui — explica ele.
O oceanógrafo acrescenta que a população da espécie cresceu muito nos últimos dez anos, o que faz com que seja cada vez mais comum avistá-las na costa do estado. Ele também alerta que as aproximações devem ser moderadas e feitas com grande cuidado, pois podem assustar os animais. Mamíferos selvagens, as jubartes podem passar de 30 toneladas e chegar até 17 metros de comprimento, podendo facilmente gerar acidentes em embarcações, por exemplo.
O influencer Marcos Vaz também conseguiu filmar, nesta segunda-feira, o show de saltos de um grupo de mais de 50 golfinhos na altura dos postos 7 e 8 da Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio. Os mamíferos foram vistos no mesmo dia em Ipanema, ao nascer do sol. Sua passagem pela praia da Zona Sul foi registrada pelo internauta Gabriel Klabin.
Esses golfinhos, de acordo com o oceanógrafo, são da espécie nariz de garrafa, bem comum no Rio de Janeiro, e são conhecidos por percorrerem grandes distâncias, além de interagirem pacificamente com humanos e outros animais, como baleias.
— A gente já fotografou um mesmo animal em Búzios (na Região dos Lagos), no Rio e em São Paulo. Eles são grandes nadadores e chegam a entrar em lugares como a Baía de Guanabara e a Baía de Ilha Grande. São animais que costumam interagir com as pessoas, nadar perto de embarcações. E são muito grandes, batem quase três metros de comprimento e 300 kg — afirma. — O Rio é uma área muito importante para essa espécie. É onde os golfinho se alimentam, criam filhotes. No ano, há alguns momentos em que eles ficam mais próximos à costa: no verão, no inverno e na primavera.Nos últimos dias, diversos animais marinhos têm visitado as praias do Rio de Janeiro, chamando atenção de banhistas, mergulhadores, pescadores e biólogos. Baleias, golfinhos, arraias e até lobos-marinhos são vistos em águas próximas à beira das praias, ou até mesmo na areia. De acordo com o oceanógrafo, professor e coordenador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (MAQUA) José Laílson, é comum que o inverno traga as jubartes e os pinípedes — como o lobo-marinho — para a região costeira do estado.
Uma das primeiras baleias a chamar atenção nas praias do Rio apareceu na manhã do dia 9 de junho, na Barra da Tijuca, dando um espetáculo com saltos na água. Na última semana, sete baleias foram fotografadas na costa do Rio de Janeiro por pesquisadores do projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras, que se dedica à pesquisa e conservação dessa espécie.
Nesta segunda-feira, uma notícia não tão animadora: uma baleia jubarte foi encontrada em estado de decomposição na praia do Peró, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos do Rio.
Já na manhã desta terça, também na Barra da Tijuca, o influencer de viagens Marcos Vaz usou um drone para filmar duas baleias que se exibiam próximas à praia.
Segundo José Laílson, o Rio de Janeiro está na rota migratória das baleias jubarte, que nesta época do ano seguem em direção ao Arquipélago de Abrolhos, na Bahia; algumas para terem filhotes, outras, para copular.
— No caso das baleias, que estão fazendo um grande sucesso, todas as que já apareceram aqui são jubarte, que estão no período migratório. Essa população de jubartes que vem para a costa brasileira se concentra no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, principalmente em Abrolhos, que é a principal área de reprodução delas aqui no Brasil. Elas vêm mais ou menos pelo meio do Oceano Atlântico e, quando chegam na altura de São Paulo e do Rio de Janeiro, acabam vindo mais para a costa. É nesse momento que a gente consegue visualizá-las por aqui — explica ele.
O oceanógrafo acrescenta que a população da espécie cresceu muito nos últimos dez anos, o que faz com que seja cada vez mais comum avistá-las na costa do estado. Ele também alerta que as aproximações devem ser moderadas e feitas com grande cuidado, pois podem assustar os animais. Mamíferos selvagens, as jubartes podem passar de 30 toneladas e chegar até 17 metros de comprimento, podendo facilmente gerar acidentes em embarcações, por exemplo.
O influencer Marcos Vaz também conseguiu filmar, nesta segunda-feira, o show de saltos de um grupo de mais de 50 golfinhos na altura dos postos 7 e 8 da Praia da Barra, na Zona Oeste do Rio. Os mamíferos foram vistos no mesmo dia em Ipanema, ao nascer do sol. Sua passagem pela praia da Zona Sul foi registrada pelo internauta Gabriel Klabin.
Esses golfinhos, de acordo com o oceanógrafo, são da espécie nariz de garrafa, bem comum no Rio de Janeiro, e são conhecidos por percorrerem grandes distâncias, além de interagirem pacificamente com humanos e outros animais, como baleias.
— A gente já fotografou um mesmo animal em Búzios (na Região dos Lagos), no Rio e em São Paulo. Eles são grandes nadadores e chegam a entrar em lugares como a Baía de Guanabara e a Baía de Ilha Grande. São animais que costumam interagir com as pessoas, nadar perto de embarcações. E são muito grandes, batem quase três metros de comprimento e 300 kg — afirma. — O Rio é uma área muito importante para essa espécie. É onde os golfinho se alimentam, criam filhotes. No ano, há alguns momentos em que eles ficam mais próximos à costa: no verão, no inverno e na primavera.
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