
07/07/2023
As imagens das ilhas de neve e gelo derretidas pelo calor no Ártico são símbolo de um novo recorde de aumento da temperatura média do planeta Terra.
Pelo segundo dia seguido, o mundo bateu a marca de dia mais quente da história recente: na terça-feira (4), a temperatura média global atingiu 17,18ºC. A marca anterior havia sido na segunda-feira, com 17,01ºC.
Na Groenlândia, na região Ártica, imagens da Ilha de Nares, no norte do país, feitas pelo satélite Sentinel-2 entre os dias 29 de junho e 3 de julho, mostram que a camada de neve da ilha derreteu em apenas 4 dias, deixando expostas as calotas de gelo.
O derretimento é consequência da alta de temperatura na região. Com a onda de calor, a temperatura do ar ficou cerca de 10ºC acima da média esperada para o período.
Dados da União Europeia mostram que a Região Ártica está passando por uma onda significativa de calor, com temperaturas subindo mais rápido que a média global.
A terça-feira, 4 de julho de 2023, foi o dia mais quente da história já registrado numa escala global, de acordo com dados dos Centros Nacionais de Previsão Ambiental dos Estados Unidos, que são ligados à administração Oceânica e Atmosférica Nacional do país (NOAA).
Em um recorde seguido, a temperatura média no planeta atingiu a marca de 17,18°C, ultrapassando os 17,01ºC do dia anterior.
As regiões sul dos Estados Unidos têm sofrido com uma intensa área de calor nas últimas semanas. Na China, uma onda persistente continua a afetar o país, com temperaturas acima dos 35°C. No norte da África, as temperaturas têm chegado próximo dos 50°C.
O recorde anterior era de agosto de 2016, com 16,92°C, quando ondas de calor castigaram diversas partes do Hemisfério Norte.
Efeitos da temporada de calor pelo mundo
▸ No Vietnã, produtores de arroz passaram a trabalhar à noite durante os verões, cada vez mais quentes. Com temperaturas superiores a 37°C em julho, o Vietnã é um dos muitos países do sul e sudeste da Ásia que enfrentam temperaturas recordes, sobretudo, na região de Hanói e no norte.
▸ Nos EUA, a onda de calor que atinge o sul do país já dura duas semanas, com sensações térmicas acima dos 40ºC. Ao menos 13 pessoas morreram nos últimos dias devido às altas temperaturas.
▸ No México, mais de 100 pessoas morreram entre 12 e 25 de junho devido ao calor extremo que atinge regiões do norte do país, informou o governo na quinta-feira 29 de junho.
▸ Também no fim de junho, a Espanha viveu sua primeira onda de calor do verão e os termômetros ultrapassaram os 44 °C na Andaluzia (sul), segundo a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).
Fonte: g1
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