UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Ampliar áreas de preservação em 1% pode salvar 1,2 mil espécies ameaçadas

18/07/2023

Cientistas da Universidade de Durham e da Universidade de Princeton afirmam que reforçar as proteções das áreas de conservação atuais é tão importante para a biodiversidade do planeta quanto estabelecer novas áreas protegidas. A afirmação tem como base um estudo no com aproximadamente 5 mil espécies.
Destas, cerca de 70% estão em áreas que não são protegidas atualmente, em áreas protegidas que foram reduzidas ou perderam seu status oficial ou ainda estariam em risco de extinção se o uso da terra onde vivem mudasse no futuro. Apesar do grande número de espécies localizadas em áreas sem proteção, a equipe descobriu que, ao fortalecer à proteção das áreas de conservação já existentes e ampliar as atuais redes de parques do planeta em apenas 1%, 1.191 espécies de animais selvagens que correm um risco elevado de extinção podem ser protegidos, com seus habitats preservados.
“Observamos cerca de 5 mil espécies de vertebrados terrestres e mapeamos onde seus habitats adequados ocorrem em todo o mundo. Descobrimos que 1.463 espécies têm menos de 10% de seus habitats atualmente em áreas protegidas (o que consideramos uma representação insuficiente em áreas protegidas), 2.308 espécies têm pelo menos 100 hectares de seus habitats dentro de parques protegidos, e 407 espécies dependem de parques que podem experimentar um aumento no uso da terra no futuro”, disse o principal autor do estudo, Dr. Yiwen Zeng, da NUS.
O estudo, “Lacunas e fraquezas na rede global de áreas protegidas para salvaguardar espécies em risco”, foi publicado na revista Science Advances.
Quando um governo decide retirar algumas das proteções legais de um parque e ele é rebaixado, reduzido ou “desclassificado”, ele pode se tornar mais vulnerável a atividades humanas potencialmente prejudiciais. Isso pode incluir mineração , desmatamento para expansão de infraestrutura e outras ações destrutivas. “Nos casos em que uma área protegida é rebaixada em status ou desclassificada para dar lugar à extração de madeira, mineração e outras atividades extrativas nocivas, a biodiversidade será prejudicada”, disse Zeng.
O estudo descobriu que ações que retiram a proteção legal de parques e unidades de conservação afetaram mais de 687 milhões de acres de parques, desde 2021.
Um exemplo é o habitat do sapo criticamente ameaçado do Camboja, Megophrys damrei. O habitat protegido fica dentro de um parque nacional, mas está sofrendo perda e degradação contínuas. “Infelizmente, em todo o mundo, as nações não estão fazendo um trabalho adequado de proteção de seus parques, o que deixa esses lugares especiais abertos à destruição do habitat. E, em muitos casos, os países estão rebaixando o status de proteção que atribuíram aos parques. Então, como resultado, muitas espécies sensíveis sofrem”, alerta Zeng.
No Camboja, especificamente, se outros 127 quilômetros quadrados de espaços selvagens na Indonésia fossem protegidos, habitats adequados para 53 espécies adicionais que atualmente têm habitat limitado e desprotegido poderiam ser preservados.
Outro exemplo emblemático do impacto dos parques de preservação é o Sangihe golden bulbul, um pássaro criticamente ameaçado que é encontrado em apenas um lugar na Terra: a Ilha Sangihe, na Indonésia. A população total é estimada em 50 a 230 indivíduos vivendo em uma área desprotegida. Nenhuma das aves foi documentada em plantações, o que sugere que ela só prospera em florestas intactas, o que significa que uma maior conservação beneficiaria a espécie.
“Existem muitos exemplos maravilhosos na conservação de pessoas lutando para proteger as espécies, mas sempre há o risco de que a proteção conquistada a duras penas seja perdida”, disse a Dra. Rebecca Senior, da Universidade de Durham. “Designar parques no papel não é suficiente; eles precisam estar nos lugares certos, com o gerenciamento certo e precisam durar”.

A matéria completa pode ser lida no CicloVivo

Novidades

Maior coruja do Brasil é registrada em área de preservação de Valença

02/07/2026

Uma coruja-jacurutu, considerada a maior espécie de coruja do Brasil, foi registrada no distrito de ...

Baleias chegam mais cedo ao litoral e isso pode não ser uma boa notícia

02/07/2026

A temporada de baleias no litoral brasileiro começou antes do esperado em 2026. Pesquisadores já reg...

Startup de bioingredientes vai conectar Amazônia e mercado global

02/07/2026

Em junho, mês do Meio Ambiente, a Natura anunciou o lançamento de uma uma startup de Corporate Ventu...

Amazônia mostra sinal de mudança funcional para lidar com a seca, aponta estudo

02/07/2026

A floresta amazônica está alterando o seu funcionamento diante do aumento do calor e da escassez de ...

Ministério da Saúde lança painel de alerta para calor extremo em municípios

02/07/2026

O Ministério da Saúde apresentou nesta terça-feira (30) um painel de monitoramento e previsão de cal...