
25/07/2023
No Rio, um projeto está preparando jovens para participar de negociações climáticas no mundo todo.
Da rua de casa, Thaynara Conceição viu avançar o desmatamento da Floresta da Tijuca. Ela também assistiu a transformação do rio que corta a comunidade do Jacarezinho, onde mora.
A bióloga se preocupa com a destruição que não para. “A gente não consegue desvencilhar da degradação ambiental, ela tá ali o tempo todo do lado da gente”, diz.
Jéssica, que estuda pedagogia, vive perto dali, em Manguinhos, no Complexo do Alemão. Ela, a família e os vizinhos temem as chuvas fortes. Elas provocam inundações piores a cada ano.
“Geralmente, na época do verão costuma acontecer enchente toda semana. É ter uma chuva que a gente sofre com as enchentes”, diz.
Essas mudanças do meio ambiente e que provocam tragédias são vistas da janela de casa em muitas comunidades várias vezes ao ano. E fazem com que moradores jovens tenham um olhar mais atento, mais observador, mais preocupado com o futuro. Essa experiência pode ajudar na busca por soluções ambientais, e a voz de quem vive aqui pode fazer muita diferença em mesas de negociação do clima.
Jéssica e Thaynara estão entre os inscritos do programa Jovens Negociadores pelo Clima, criado pela prefeitura do Rio e pelo Observatório Internacional de Juventude.
A ideia é preparar moradores de favelas para participar de debates importantes sobre questões climáticas, com orientadores nacionais e internacionais.
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