
25/07/2023
Astrônomos da Universidade de Curtin ligados ao Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR) na Austrália descobriram um novo tipo de objeto estelar que pode mudar a compreensão sobre as estrelas de nêutrons. A pesquisa foi publicada na revista Nature.
Segundo os pesquisadores, o objeto pode ser um magnetar de período ultralongo, um tipo raro de estrela com campos magnéticos extremamente fortes que podem produzir rajadas poderosas de energia.
🌟ENTENDA: Os magnetares são um tipo de estrela de nêutron – objetos estranhos e compactos em que a matéria foi comprimida em um volume muito pequeno. Eles têm fortes campos magnéticos, bilhões de vezes mais intensos que o campo magnético da Terra, por exemplo.
Até então, todos os magnetares conhecidos liberavam energia em intervalos mais curtos, entre segundos e minutos. O novo objeto emite ondas de rádio a cada 22 minutos. Ou seja, ele é o magnetar de período mais longo detectado.
Este objeto notável desafia nossa compreensão de estrelas de nêutrons e magnetares, que são alguns dos objetos mais exóticos e extremos do Universo.
O objeto, chamado GPM J1839-10, está a 15 mil anos-luz de distância da Terra.
🌌 No começo de 2022, os pesquisadores descobriram um estranho objeto giratório na Via Láctea que eles diziam ser "diferente de tudo que já foi visto". O objeto foi observado liberando uma enorme explosão de energia por um minuto inteiro a cada 18 minutos.
Entre julho e setembro de 2022, a equipe começou a escanear os céus com o radiotelescópio Murchison Widefield Array (MWA) e encontrou o GPM J1839-10, que emite rajadas de energia que duram até cinco minutos.
🔭 Mais telescópios foram usados para confirmar a descoberta. A equipe também pesquisou em arquivos e descobriu que o objeto apareceu em observações de 1988.
Ele permaneceu oculto nos dados por 33 anos. A cada 22 minutos, ele emite um pulso de cinco minutos de energia de comprimento de onda de rádio e faz isso há pelo menos 33 anos.
A descoberta tem implicações importantes para a compreensão da física das estrelas de nêutrons e do comportamento dos campos magnéticos em ambientes extremos.
A equipe vai continuar realizando observações do magnetar para aprender mais sobre seu comportamento.
Fonte: g1
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