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Fim dos lixões até 2024? Veja desafios e soluções para o problema no Brasil

27/07/2023

O Cidades e Soluções do último domingo dia 23 discutiu a possibilidade de o Brasil acabar com os lixões até 2024, conforme previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos. É possível? Quais as alternativas para resolver o problema dos lixos nas cidades?
Conforme a lei de 2010, até o próximo ano, 2,5 mil lixões precisam desaparecer do mapa. A quantidade de lixo lançada a céu aberto, por ano, no Brasil, equivale a mais de 700 estádios do Maracanã cheios de resíduos - cerca de 29,7 milhões de toneladas.
O programa mostrou cidades que correm contra o tempo para cumprir a lei e outras que não parecem tão comprometidas com os lixões.
Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, vê os lixões como uma “prática medieval” e cita os impactos do problema.
“Os lixões são a pior forma de resíduos sólidos. É uma prática medieval, que é simplesmente, espalhar o lixo sobre o solo contaminando a terra, as águas subterrâneas, fontes de água, colocando emissões poluentes no ar, atraindo uma série de vetores. Ou seja, com danos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde das pessoas”.
O especialista ainda aponta quais, segundo eles, são os principais desafios para a solução do problema no país.
“Falta de prioridade por parte das autoridades, falha no sistema de governança e falta de recursos para custear os processos de destinação adequada, mas é importante destacar que essa falta de recursos ela é ilusória, porque menos da metade daquilo que é gasto com o tratamento de saúde, com recuperação ambiental seria necessário para que ajude pudesse alcançar essa destinação adequada no Brasil”.
Em Belém, um aterro sanitário que ficava em Aruá foi transferido para Marituba, na região metropolitana. Em pouco tempo, moradores da cidade, que fica a 24 km da capital, começaram a sofrer os efeitos de terem um aterro perto de casa.
“Esse mal cheiro dentro de casa, a gente não consegue respirar direito. A gente vem passando um sofrimento ao acordar com esse gás, com esse mau cheiro”, relata o técnico de administração, Deodato Júnior Vera Cruz.
O governo do estado diz que estuda com a prefeitura alternativas em busca de uma solução dos moradores. Segundo a gestão estadual, duas áreas estão em processos de análise para licitação, entretanto, apontam problemas relacionados ao prazo para a execução do projeto.
Em Simão Dias, em Sergipe, a cidade recorreu a um consórcio para resolver a questão dos lixões na cidade. O Consórcio Público de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico do Sul e Centro Sul Sergipano (Conscensul) reúne 16 cidades.
A iniciativa atua com catadores, que fazem a reciclagem do lixo, além de criar áreas de transbordo, que são pontos de armazenamento temporário dos resíduos que são encaminhados a um aterro sanitário.
No estado de Alagoas, onde todos os 102 municípios destinam os resíduos para aterros, o investimento em uma empresa privada que cuida do processo de decomposição do lixo custou R$ 150 milhões. Entre as iniciativas estão a decomposição orgânica do lixo pelo processo de chorume. Na osmose reversa, o chorume passa por vários processos de filtragem. O resultado é a água sem substâncias tóxicas.

Fonte: g1

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