
01/08/2023
Imagens de satélite do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) registram os impactos da onda de calor que marcou o mês de julho, que deve ser o mais quente já registrado desde 1940. O observatório Copernicus dedicou 10 das imagens diárias do mês para ilustrar o impacto climático dos eventos extremos do clima, sobretudo no Hemisfério Norte.
E confira em detalhes, a explicação de três das imagens do Copernicus que mostram:
1. o embranquecimento de corais,
2. incêndios florestais
3. aquecimento da temperatura da superfície do mar.
1- Embranquecimento de recife de corais na Flórida
No Sul da Flórida já é possível observar o embranquecimento do recife de corais localizado no arquipélago Florida Keys.
A perda da cor representa a morte desses animais marinhos, que sobrevivem entre as temperaturas de 21 e 28,8 ºC. Segundo informações da AFP, as águas chegaram a 38,4ºC na data de em 24 de julho em Manatee Bay, cerca de 60 km a sudoeste de Miami.
Vários pesquisadores trabalham contra o tempo para resgatar os corais, coletando amostras a serem guardadas em laboratórios para salvaguardar a diversidade de espécies. O arquipélago é um dos maiores do mundo, se estendendo por cerca de 580 quilômetros.
2- Incêndios florestais na Grécia
A Grécia enfrenta uma onda extrema de calor que já levou à retirada de 30 mil pessoas da ilha de Rhodes. A temperatura tem subido acima dos 42°C e era esperado que o último fim de semana marcasse o maior recorde de calor dos últimos 50 anos, segundo o Serviço Meteorológico Nacional.
Essa é a mais longa onda de calor já registrada na história grega. Os incêndios florestais estavam restritos às montanhas no interior da ilha, mas os fortes ventos somados ao calor e ao clima seco o levaram até a costa, como mostra a imagem.
3- Anomalia da temperatura da superfície do mar
Também como consequência do El Niño, fenômeno climático que provoca temperaturas acima da média, há um aquecimento anormal das águas superficiais dos oceanos.
As áreas afetadas pelo fenômeno estão no leste do Oceano Pacífico Equatorial, próximo às costas do Peru, Equador e Colômbia. Já as anomalias de calor estão localizadas em outras regiões do mundo além da porção equatorial do Pacífico, principalmente em grandes trechos que vão do Atlântico Norte ao Mediterrâneo
"Neste momento, estamos enfrentando um El Niño que ocorre em meio a um oceano global muito aquecido, e não sabemos como o nosso planeta mais quente afetará as condições atmosféricas do El Niño", afirmou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).
Fonte: g1
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