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Recuperação ambiental: área de manguezal na Lagoa do Camorim é duplicada e atinge dois hectares

08/08/2023

A recuperação da vegetação lagunar na região avançou mais um passo. Na semana passada, a área de manguezais plantados às margens da Lagoa do Camorim atingiu 20 mil metros quadrados, o equivalente a dois campos de futebol. Até o momento, a extensão recebeu o plantio de 18.500 mudas de mangue-vermelho, espécie nativa no território. Metade desse trabalho, com a plantação de nove mil mudas em dez mil metros quadrados de área, havia sido concluída em maio.
Realizada pela Iguá em parceria com o biólogo Mário Moscatelli, a revitalização das margens, iniciada em dezembro de 2021, é uma obrigação da empresa prevista no contrato de concessão da Cedae. Segundo a concessionária, os trabalhos começaram pela Lagoa do Camorim por ela ser o principal corredor ecológico entre o Maciço da Tijuca e a Pedra Branca. A meta é o plantio de 40 mil mudas só neste curso hídrico até o fim do ano.
— No momento, temos três novas áreas sendo preparadas para receber o plantio: duas na Lagoa do Camorim e uma na da Tijuca, onde iniciaremos a quarta frente de trabalho até a segunda quinzena deste mês. A preparação do terreno para receber as mudas inclui a limpeza das margens, seu cercamento, para evitar que resíduos, principalmente domésticos, retornem ao local, e a remoção de espécies vegetais invasoras, que impedem a regeneração dos manguezais — explica Moscatelli.
O especialista destaca que a biodiversidade da zona costeira depende direta e indiretamente das espécies de mangue.
— Manguezais funcionam como "fábricas de vida". São filtros que contribuem para a qualidade da água, protetor anti-erosivo das margens e anti-assoreamento das lagoas, além de potentes sequestradores e acumuladores de gás carbônico da atmosfera. Ao recuperar esse ecossistema, estamos nos preparando para o que está por vir devido às mudanças climáticas — avalia. — Há dois anos, tínhamos um imenso depósito de lixo no entorno da Lagoa do Camorim. Agora, temos margens em franco processo de regeneração.
Em outra frente, a Fundação Rio-Águas, ligada à prefeitura, iniciou, na última segunda-feira, os serviços de limpeza e desassoreamento do Canal do Portelo, no trecho entre a Comunidade Santa Luzia e a Estrada Benvindo de Novaes, em Vargem Pequena. Uma máquina anfíbia faz a remoção de resíduos do curso d’água. O objetivo é evitar alagamentos.

Fonte: O Globo

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