
10/08/2023
Em uma sequência com seis gráficos e mapas, o g1 mostra abaixo (e resume no VÍDEO acima) um retrato do atual momento da Crise do Clima. As linhas ou cores das ilustrações gritam que vivemos hoje a emergência climática, uma "era de fervura global", como definiu secretário-geral da ONU, António Guterres.
Nunca antes o mundo viveu uma situação com:
▸ tanto gás carbônico acumulado na atmosfera (clique para ir direto para o gráfico)
▸ uma sequência tão longa de recordes diários de calor (gráfico)
▸ oceanos tão febris, com recordes sucessivos de temperatura na água (gráfico)
▸ diminuição das extensões da camada de gelo da Antártica e do Ártico (gráfico)
▸ e, para finalizar, um El Niño atípico, que deixa os mapas dos oceanos ainda mais vermelhos (gráfico)
Abaixo, além de apresentar os gráficos, o g1 buscou especialistas e dados de entidades para explicar o contexto de cada um desses capítulos da emergência climática e as perspectivas, que não são boas e exigem ações urgentes.
Antes de tudo precisamos entender o seguinte: a ciência é clara.
O aquecimento global é causado pelos gases de efeito estufa que retêm o calor do nosso Sol na atmosfera. Esses gases, como o CO2 (gás carbônico), são liberados quando queimamos combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, algo que não fazíamos antes da Revolução Industrial, pelo menos em larga escala.
Desde então, a quantidade de CO2 na atmosfera aumentou mais de 50% - e continua crescendo. Como consequência disso, o aquecimento global está fazendo o nosso planeta ficar mais quente, o que por sua vez está causando uma série de problemas e intensificando fenômenos naturais, como incêndios, secas e tempestades que estamos vendo cada vez mais pelo mundo.
Por isso é necessário reduzir as emissões desses gases. Acontece que, como explica o climatologista Carlos Nobre, um dos principais especialistas em mudanças climáticas do mundo, a capacidade de remoção do gás carbônico da atmosfera pelas florestas e oceanos está diminuindo cada vez mais.
“A concentração de gases aumentou notavelmente nas últimas décadas (veja gráfico acima), enquanto a taxa de emissões anuais diminuiu nos últimos dez anos. Apesar disso, o aumento da concentração não diminuiu. Isso já é uma indicação clara que a capacidade de remoção do gás carbônico pelas florestas e pelos oceanos já começa dar sinais de diminuição", afirma Nobre.
A matéria completa pode ser lida no g1
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