UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Primeira fecundação in vitro de rinoceronte-branco pode salvar espécie em extinção

30/01/2024

Cientistas realizaram a primeira fecundação in vitro bem-sucedida de embriões de um rinoceronte-branco. O anúncio, feito na quinta-feira (24), em Berlim, é uma esperança na tentativa de salvar a subespécie rinoceronte-branco-do-norte, criticamente ameaçada de extinção.
Natural da África, o rinoceronte-branco tem duas subespécies: o rinoceronte-branco-do-sul e o rinoceronte-branco-do-norte. O último rinoceronte-branco-do-norte morreu em 2018, na reserva de Ol Pejeta, no Quênia, restando somente duas fêmeas. Ambas são incapazes de suportar o período completo de uma possível gestação.
Para o sucesso da fecundação in vitro, os cientistas colheram óvulos de fêmeas de rinocerontes-brancos-do-nortes e usaram o esperma de rinocerontes machos mortos da mesma subespécie.
O embrião, criado em um laboratório de reprodução italiano, foi inserido em uma mãe de aluguel, uma rinoceronte-branco-do-sul. A inseminação foi realizada no Quênia, em setembro de 2023, e resultou em uma gravidez bem-sucedida de 70 dias, com um embrião masculino bem desenvolvido.
"Conseguimos algo que se acreditava impossível", declarou o dirigente do departamento de gestão de reprodução do Instituto Leibniz para Pesquisa de Zoológicos e Vida Selvagem (IZW) e chefe do projeto, Thomas Hildebrandt, em uma coletiva de imprensa em Berlim.
A gravidez foi bem-sucedida, mas a rinoceronte grávida acabou morrendo em decorrência de uma infecção – e, com ela, o feto de 70 dias. "Ainda estava muito longe do nascimento, por isso não pôde ser salvo", disse Susanne Holtze, também reponsável pelo projeto. A gestação completa de rinocerontes dura cerca de 16 meses.
O rinoceronte-branco-do-norte é considerado o mamífero de grande porte mais raro do mundo, com apenas dois exemplares remanescentes – duas fêmeas estéreis, de 23 e 33 anos, que vivem no Quênia. Considerando a expectativa de vida entre 40 e 45 anos, o fim da subespécie está muito próximo.
A subespécie costumava ser abundante em vários países da África Oriental e Central e tem poucos predadores naturais. Apesar disso, o número de animais caiu drasticamente devido à caça pelos seus chifres, principalmente a partir da década de 1970.
De acordo com Hildbrandt, o processo é um avanço que deve permitir a produção de novos rinocerontes-brancos-do-norte em um prazo de até dois anos e meio.
A previsão é que uma nova fase comece em maio ou junho. Para isso, foram criados 30 embriões de rinoceronte-branco-do-norte, que estão congelados desde 2019. No entanto, ainda pode levar anos até um nascimento bem-sucedido.

Fonte: g1

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...