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Tempestade Akará: entenda por que o fenômeno é raro

22/02/2024

A tempestade tropical Akará, que está atualmente na região Sul, é um fenômeno considerado raro na costa brasileira, segundo meteorologistas e a Marinha do Brasil. De acordo com a Marinha, este é o terceiro registro do fenômeno no Brasil. Os outros dois aconteceram em 2004 e 2019.
👉 Contextualização: a tempestade tropical é uma área de baixa pressão que ajuda na formação de nuvens carregadas. Esse sistema não está associado a uma frente fria e se origina no oceano, na região dos trópicos ou abaixo dos trópicos. Quanto mais quentes as águas do oceano, mais energia ele terá para se desenvolver.
O sistema foi classificado pela Marinha como tempestade tropical no domingo (18), a partir da intensificação de um ciclone subtropical que atuava desde sexta-feira (16) em alto-mar. Veja abaixo a evolução da tempestade ao longo dos dias.
Devido à distância significativa da costa – a aproximadamente 650 km –, não há previsão de condições de mau tempo na região litorânea. Em alto-mar, a atuação do Akará pode causar ventos de até 85 km/h e ondas de até cinco metros.
De acordo com os meteorologistas, a tempestade Akará é especial principalmente por seu deslocamento atípico. O ciclone segue em direção ao Sul do país ao invés de se afastar para o leste, em direção ao Atlântico.
Ciclones são comuns na costa brasileira. Os ciclones extratropicais são os mais observados e acontecem o ano todo. Estão associados a uma frente fria e se movem pelas águas quentes do Oceano Atlântico. Em geral, essas formações seguem para o leste, para alto-mar, se afastando do Brasil.
A tempestade tropical é o último estágio de desenvolvimento de um sistema abaixo de um furacão. Ela pode chegar à categoria de furacão se os ventos passarem de 118km/h.
No caso do Akará, não há expectativa de que ele se intensifique a ponto de se transformar em um furacão.
De acordo com a Climatempo, a tempestade foi ganhando intensidade ao longo do fim de semana. O fenômeno começou como um ciclone subtropical, instalado na costa do Rio de Janeiro.

🌀 Entenda, dia a dia, a evolução da tempestade tropical clicando no g1

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