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Casa de cânhamo e barro é exemplo de eficiência energética

05/03/2024

Em um mundo que valoriza tanto novas tecnologias, soluções simples e ancestrais aparecem como uma alternativa eficiente que surpreende muita gente. É o caso desta construção que usa grossas paredes de barro e cânhamo, construída na Inglaterra como parte de um projeto da União Europeia para ser pioneiro na construção de casas com maior eficiência energética.
O arquiteto Anthony Hudson usou um método de construção centenário para construir o bangalô e mesmo assim atende aos regulamentos de construção modernos. A casa foi construída em Fakenham, cidade inglesa às margens do rio Wensum, com três ingredientes simples: palha de cânhamo, terra e água. O resultado desta mistura é conhecido como ‘cob’, por isso o projeto foi batizado de CobBauge.
A lama é um dos materiais de construção mais sustentáveis, com alguns edifícios antigos na Grã-Bretanha durando mais de 500 anos. A nova casa possui grandes janelas de vidros triplos voltadas para o sul para aquecimento solar no inverno e uma bomba de calor com fonte de ar para fornecer aquecimento adicional.
O projeto de 3 quartos da Hudson Architects foi construído pelos construtores locais Grocott e Murfit em janeiro, e a equipe o caracterizou como bastante barato, apesar de não divulgar o valor total investido no projeto.
A CobBauge faz parte de um projeto financiado pela União Europeia para trazer a construção com barro para o século XXI, com foco na construção com carbono líquido zero – e este é o primeiro edifício que atende às regulamentações.
Um anúncio buscava arquitetos para criarem novas formas de utilizar a terra nas casas e Hudson aproveitou a oportunidade. “O desafio era criar uma casa usando a terra como principal material de construção, mas que também pudesse ser isolada termicamente”, disse.
“A Terra é uma forma muito sustentável de construir, especialmente porque está amplamente disponível”, conta Hudson. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer antes que as casas de barro possam ser colocadas no mercado convencional, Hudson acredita que este modelo por se tornar o “novo normal”.
“Embora os materiais sejam baratos e fáceis de obter, o método de construção consome muito tempo. Neste momento, tudo tem de ser feito à mão, por isso os custos de mão-de-obra são elevados.”
O próximo passo é descobrir como fabricar técnicas de construção para reduzir a intensidade do trabalho. “Depois que resolvermos isso, meu palpite é que este será um método muito atraente”, acredita.
Em março, a casa de barro estará aberta ao público para visitação. Além das paredes, um outro atrativo inspirador é o seu “telhado verde” que atrai a biodiversidade e ajuda a diminuir a falta de espaços verdes no local.

Fonte: CicloVivo

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