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No AP, duas câmaras térmicas são instaladas para gerar plantio sadio de mandioca

05/03/2024

Por conta das doenças que atingiram os plantios que cultivam a mandioca em terras indígenas no Oiapoque, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa) trouxe para o Amapá a Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca (Reniva), uma medida fitossanitária inicialmente desenvolvida na Colômbia, em duas câmaras térmicas para que os plantios se desenvolvam de forma saudável em território amapaense.
Em 2023, foi declarado estado de emergência em 5 terras indígenas do município de Oiapoque, no Amapá, por conta do aumento da infestação de pragas nestes plantios. Até julho do ano passado, a Embrapa identificou 3 tipos de pragas que atingem as plantações inteiras desde a raiz, deixando o produto impróprio para o consumo.
As instalações da câmara, buscam garantir o desenvolvimento adequado das manivas-semente, sem a preocupação da contaminação de parasitas e outros.
O primeiro ponto de instalação da câmara, é no Campo Experimental da Embrapa Amapá, localizado no km 45 da BR-210 e faz parte do projeto da Embrapa de Mandioca e Fruticultura custeado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
O segundo ponto de instalação é realizado em uma área indígena de Oiapoque, sob monitoramento, diminuindo a propagação dos microrganismos que causam destruição em grande parte da produção de mandioca, a ação também é custeada pelo MDA, com investimento total de R$ 1,3 milhões.
A câmara é uma estufa agrícola, utilizada propriamente para o tratamento através de termoterapia, que consiste no controle da temperatura do ambiente. O sistema é desenvolvido pelo Centro Internacional para Agricultura Tropical (Ciat), e pela Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Por este meio, é possível que mais plantas sejam produzidas. No método original 25 plantas são produzidas no período de um ano, em uma haste de um metro. Já através da câmara, com um metro de haste, o produtor consegue 250 mudas em um ano, com alta qualidade fitossanitária.
Ainda através da Rede Reniva, especialistas realizam estudos nos territórios indígenas de Oiapoque, para desenvolver e estimular o plantio na região. Além de coletarem materiais de roças de mandioca para novas análises.
A implantação de áreas de multiplicação dessas sementes estão sendo planejadas, sendo adaptadas para a vivência e cultura indígena, que podem aumentar de 14 a 17 vezes com as câmaras. Além de um manual em português e línguas indígenas sobre manipulações ativas no cultivo da mandioca e do desenvolvimento sustentável.
As atividades fazem parte de dois projetos custeados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a serem executados pela Embrapa Amapá e Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), em parceria com instituições.

Fonte: g1

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