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Estudo aponta ‘ameaça tripla’ aos oceanos

11/06/2024

Em junho, mês do meio ambiente, celebramos também o Dia Mundial dos Oceanos, em 8 de junho. Infelizmente, a data é um momento para lembrar das ameaças que os mares vêm enfrentando e da urgência em cuidar melhor do planeta e dos ecossistemas marinhos, afetados pela ação humana. Um estudo revelou que os oceanos enfrentam uma “ameaça tripla”: de perda de oxigénio, calor extremo e acidificação .
Cientistas descobriram que com a intensificação do aquecimento global, as espécies marinhas estão em uma pressão crescente pela sobrevivência, com até 20% dos oceanos do mundo afetados por estas ameaças.
“O oceano está cada vez mais quente, mais ácido e perdendo oxigênio por causa das mudanças climáticas. Além desta tendência, aumentos repentinos de temperatura ou quedas de pH ou oxigênio afetam negativamente os organismos marinhos que não conseguem se adaptar rapidamente a essas condições extremas”, afirma o estudo.
O primeiro estudo deste tipo descobriu eventos extremos, com duração de 10 a 30 dias, formados por colunas verticais de água em altas latitudes e nos trópicos. O resultado destes eventos é a redução do espaço habitável em até 75%.
De acordo com o estudo, aquecimento global, causado principalmente pelo uso de combustíveis fósseis pela humanidade, fez com que eventos compostos nos 300 metros superiores do oceano fossem seis vezes mais intensos e durassem três vezes mais do que no início da década de 1960.
“Os impactos disto já foram vistos e sentidos. É provável que eventos extremos intensos como estes voltem a acontecer no futuro, imapactando os ecossistemas a pesca em todo o mundo|, explica Joel Wong, pesquisador da ETH Zürich e principal autor do estudo.
À medida que a temperatura dos oceanos aumenta, isso não afeta apenas a vida marinha, mas também a intensidade das tempestades tropicais. O aumento da temperatura nas águas oceânicas aumenta a intensidade de chuvas, ventos e outros eventos em terra.
A absorção de dióxido de carbono e calor pelos oceanos tem outras consequências: o carbono leva ao aumento da acidez dos oceanos, ao mesmo tempo que esgota os níveis de oxigênio. Isto empurra peixes e outras espécies para fora dos seus habitats e dissolve as conchas dos organismos marinhos.

O estudo, “Extremos de colunas no oceano global”, foi publicado na revista AGU Advances. Para conferir o estudo completo clique no CicloVivo

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