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Como os sons dos animais auxiliam na preservação do Pantanal

06/08/2024

Na Serra do Amolar, o paraíso desconhecido do Pantanal, a sinfonia dos bichos não para um minuto.
"Desde o som dos pequenos insetos até o passarinho cantando, os sapos, os primatas e os outros animais maiores", ressalta o biólogo, Wener Hugo Arruda.
Ouvir o barulho produzido pelos animais também é uma forma de entender como a natureza se comporta por lá. Os pesquisadores estão espalhando ao longo da serra gravadores. A cada 20 minutos, o aparelho faz a captação acústica do ambiente. Wener Hugo explica a importância desse levantamento:
“Se a gente não conhece a gente não sabe o que preservar. Se tem as espécies que a gente não sabe que tem aqui, como é que a gente pode dizer que aqui é um lugar rico? Então quanto maior o número de informações sobre a nossa biodiversidade, maior o nosso embasamento para afirmar: ´aqui é um lugar importante. Aqui deve ser preservado, conservado e a natureza respeitada´", ressalta o biólogo.
O estudo está sendo feito em parceria com o Centro de Bioacústica para Conservação da Cornell University, no estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
"Esta ferramenta vai nos auxiliar a ampliar nosso conhecimento, em primeiro lugar, sobre as espécies que ocupam esse ambiente, o seu repertório de vocalização e diferentes tipos de comportamento, destaca a bióloga Graziela Porfirio.
Os gravadores foram colocados em ambientes de mata fechada para captar principalmente o som das aves, e perto de brejos para registrar o barulho produzido pelos anfíbios. A cada mês, os pesquisadores retiram os cartões. E na sede da reserva, retiram os cartões e separam - por espécie - os sons capturados. Tudo está sendo catalogado e traduzido em dados para embasar novas pesquisas.
O monitoramento será feito por, pelo menos, um ano. O catálogo de animais identificados pelos sons vai ajudar nas ações de redução dos impactos ambientais provocados pelas mudanças climáticas.
"É como se fosse uma orquestra e tudo funciona muito harmônico. E aí, quando essas peças ou os musicistas são retirados, a orquestra precisa se rearranjar e a partir disso, isso uma série de processos ecológicos que regem toda essa biodiversidade do Pantanal podem ser impactadas. Com essa linha do tempo, a gente consegue propor medidas que possam atenuar esse impacto na natureza", diz Graziela.

Assista ao programa na íntegra acessando o g1

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