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Carioca reúne 8 anos de cliques e aventuras em livro-guia sobre o Parque Nacional da Tijuca

12/11/2024

Assíduo frequentador do Parque Nacional da Tijuca desde a infância, o fotógrafo carioca Vitor Marigo, de 40 anos, reuniu em um livro cliques e aventuras pela floresta nos últimos 8 anos.
A obra, lançada neste sábado (9), traz ângulos pouco desbravados e detalhes que muito carioca não conhece. Uma exposição no Parque da Catacumba, na Lagoa, às 10h30, completa o evento.
“Esses 8 anos foram deliciosos”, disse Marigo ao g1.
Cria de Laranjeiras, Marigo cresceu ao lado da floresta. “Sempre vi o parque da minha janela, sempre estive perto dele”, lembrou. “Meu pai foi fotógrafo de natureza. A gente ia para as Paineiras, ia para as cachoeiras do parque”, prosseguiu.
“Quando eu fiquei um pouco mais velho, adolescente, comecei a frequentar as trilhas e as montanhas. Então, desde que eu nasci eu tenho um contato com o Parque Nacional”, destacou.
Marigo contou que a obra sobre o Parque Nacional da Tijuca “uniu o útil ao agradável”: “Eu ainda não tinha feito nenhum livro totalmente meu. Embora eu já tivesse participado de muitos livros, eu ainda não tinha um projeto meu”, disse.
“Vou fazer o Parque Nacional da Tijuca, o parque mais visitado do Brasil e de imagens lindas”, destacou.
Segundo o autor, o livro “é um registro mais próximo do completo possível de tudo que o parque tem para oferecer, desde trilhas e cachoeiras, montanhas, lagos, recantos e ruínas históricas”.
Marigo também quis mostrar “além do que já é mais famoso”, como o Cristo, o Parque Lage e a Vista Chinesa.
“Então tem muita coisa para visitar. Espero até que isso seja uma surpresa para as pessoas”, declarou.
Uma das aventuras foi “acampar” na face sul do Corcovado, o paredão de pedra visto da Zona Sul do Rio.
“Esses takes no paredão foram alucinantes. Ali são as únicas vias [de escalada] Big Wall do Corcovado”, falou.
Marigo explicou que uma “Big Wall” é toda escalada longa e/ou difícil que exige mais de 1 dia.
“Quer dizer que tem que dormir na parede. Então, ao retratar o Big Wall do Corcovado, eu queria fazer o nascer do sol e o pôr do sol, para mostrar que se dormiu ali”, lembrou. “Mesmo para quem escalada, a face sul é assustadora demais.”
“No fim das contas, eu fiz 4 inspeções. E na 5ª missão saíram as fotos. Primeiro foram para eu ir me habituando com a altura porque é bem assustador mesmo”, frisou.
“Nesse processo todo, o parque me deu autorização para eu entrar e sair em qualquer horário e até de eu dormir em alguns lugares. Inclusive, durante a pandemia, quando o parque estava fechado, eu pude continuar fotografando”, recordou.

Veja algumas fotos clicando no g1

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