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China evita 262 mil mortes com expansão de veículos elétricos

16/06/2026

A rápida expansão dos veículos elétricos, híbridos e movidos a hidrogênio na China já produz impactos concretos na saúde da população. Segundo um estudo recente, a redução da poluição do ar associada à adoção desses modelos evitou cerca de 262 mil mortes prematuras no país, tornando mais de 250 mil pessoas beneficiárias diretas da melhora na qualidade do ar. No ano passado, mais de 50% de todos os carros novos vendidos no maior mercado automotivo do mundo já pertenciam à categoria dos chamados veículos de “nova energia”, uma velocidade de adoção considerada impressionante tanto para a indústria quanto para as estatísticas de saúde pública.
O levantamento, baseado em modelagem de dados de poluição atmosférica, concluiu que a queda nas emissões dos escapamentos reduziu significativamente o risco de doenças como câncer de pulmão, derrame, problemas respiratórios e ataque cardíaco. Os pesquisadores estimam que aproximadamente 262 mil mortes prematuras foram evitadas por conta desses fatores, além de outras 75 mil mortes por todas as causas relacionadas à poluição do ar. Globalmente, cerca de 4 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência dessas enfermidades, sendo aproximadamente 1 milhão apenas na China. Entre os principais poluentes emitidos por veículos movidos a combustíveis fósseis estão as partículas finas com menos de 2,5 micrômetros (PM2,5), o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio.
Publicado em 13 de maio na revista Nature Health, o estudo analisou dados de satélite coletados em 150 cidades chinesas. A equipe de pesquisadores estimou quanto da poluição foi reduzida pela crescente presença dos veículos de novas energias e comparou esses resultados com um cenário hipotético em que toda a frota ainda fosse movida a combustíveis fósseis, uma comparação relativamente simples, já que essa era a realidade do país há apenas 15 anos. Os resultados apontaram uma redução de 23,8% na concentração de partículas PM2,5 e de 30% no monóxido de carbono, levando a um total estimado de cerca de 320 mil mortes a menos relacionadas à poluição do ar.
Em contrapartida, os autores observaram uma redução muito pequena, praticamente insignificante, nas emissões de óxido nitroso. A explicação estaria no fato de que grande parte do transporte de bens e mercadorias na China ainda depende de caminhões a diesel. As longas distâncias percorridas e a elevada capacidade de carga tornam a eletrificação desse segmento mais complexa, embora países como a Austrália estejam investindo em soluções para acelerar essa transição. Paralelamente, a China vem travando uma guerra considerada bastante bem-sucedida contra a poluição ao longo da última década, sendo o chamado “Azul de Pequim” (termo usado para descrever o céu limpo e o novo padrão de ar puro da capital), um novo e surpreendente fenômeno meteorológico observado sobre a capital chinesa.

Fonte: CicloVivo

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