
14/11/2024
A poluição plástica é uma crise global que exige ações urgentes e coordenadas. Em resposta a esse desafio, um Tratado Global Contra a Poluição Plástica está em negociação, com a última rodada de discussões programada para ocorrer entre 25 de novembro e 1 de dezembro na Coreia do Sul. O estudo Oportunidades na Transição para um Brasil Sem Plásticos Descartáveis, realizado a pedido das organizações Oceana e WWF-Brasil, aponta que a eliminação gradual de itens plásticos descartáveis pode reduzir drasticamente a poluição ambiental, ao mesmo tempo em que fortalece a economia do país.
A poluição plástica é a segunda maior ameaça ambiental ao planeta hoje, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Cientistas já identificaram a contaminação por microplásticos em diversos órgãos vitais humanos. O Brasil, maior produtor e poluidor de plástico da América Latina, produz anualmente cerca de 500 bilhões de itens plásticos descartáveis, dos quais 87% são embalagens e 13% utensílios descartáveis como talheres e sacolas.
Apesar desses altos níveis de produção, os sistemas de gestão de resíduos permanecem inadequados. Como consequência, despejamos aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de plástico nos oceanos a cada ano – o que representa cerca de 8% de todo o plástico que atinge os mares globalmente. Diante desse cenário, é fundamental que o Brasil avance na implementação de soluções concretas para esta grave crise.
A pesquisa “Oportunidades na Transição para um Brasil Sem Plásticos Descartáveis” foi desenvolvida pela consultoria Systemiq e evidencia os efeitos socioeconômicos e ambientais da transição de plásticos descartáveis para materiais alternativos ou modelos de reuso.
Confira as principais conclusões do estudo no CicloVivo
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