
12/12/2024
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou na manhã desta quarta-feira (11) que a La Niña , fenômeno que diminui as temperaturas, deve acontecer ainda este ano, mas não vai ser o suficiente para reverter o aquecimento que estamos vivendo.
❄️ O fenômeno tem o efeito inverso do El Niño e ocorre quando há o resfriamento da faixa Equatorial Central e Centro-Leste do Oceano Pacífico. O reflexo disso é menos calor e mais chuva em algumas regiões.
A chegada da La Niña era esperada para aliviar o calor intenso de 2024, depois de um El Niño extremo e com o ano terminando com o mais quente que a Terra já passou. A expectativa era de que ela trouxesse algum alívio, ainda que temporário, principalmente para a região Norte.
🌊 Geralmente, La Niña produz impactos climáticos em larga escala opostos ao El Niño, especialmente em regiões tropicais, como o Brasil. No país, os efeitos são:
Aumento de chuvas no Norte e no Nordeste;
Tempo seco no Centro-Sul, com chuvas mais irregulares;
Tendência de tempo mais seco no Sul;
Condição mais favorável para a entrada de massas de ar frio no Brasil, gerando maior variação térmica.
No entanto, desde julho, quando foi prevista, as chances estão diminuindo. Quando a possibilidade de La Niña foi divulgada, as chances eram de 70%. Agora, são de 55%.
Segundo a OMM, apesar disso, ainda há um indicativo de que ela deve chegar ainda este ano. A previsão é de que ocorra entre dezembro e fevereiro, porém, de forma mais fraca e com curta duração. Isso significa que a trégua esperada pode não se concretizar.
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