
12/12/2024
As geleiras historicamente determinaram a fronteira entre a Itália e a Suíça nos Alpes – a cadeia montanhosa mais alta e mais extensa da Europa. Porém, no ano passado, seu derretimento levou os dois países a redesenhar uma pequena seção de sua fronteira. O fato reforça a preocupação de como as mudanças climáticas podem impactar comunidades montanhosas ao redor do mundo nos próximos anos.
As geleiras formam as fronteiras de muitos países — desde a cordilheira dos Andes que separam o Chile da Argentina até a Geleira Siachen, que marca o ponto norte da Linha de Controle na disputada região da Caxemira entre a Índia e o Paquistão. As geleiras nos Alpes definem as fronteiras entre a Itália e vários países, incluindo a Suíça e a Áustria.
No entanto, as mudanças climáticas estão levando as temperaturas globais a subir, e as áreas de alta montanha estão esquentando ainda mais rapidamente do que o resto do planeta, com as temperaturas nos Alpes subindo duas vezes mais rápido que a média global. Devido ao aumento do derretimento de geleiras e neve, muitas das fronteiras estabelecidas por características naturais por séculos não se alinham mais com essas características, às vezes alimentando intensas disputas de fronteira entre nações.
Na Suíça e na Itália, grandes seções de sua fronteira compartilhada são marcadas por picos de geleiras e campos de neve nos Alpes. Recentemente, esses países têm observado as geleiras no pico Matterhorn — uma das montanhas mais altas dos Alpes europeus e lar do mundialmente famoso Zermatt Ski Resort, que recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano — continuarem a derreter. Por muitas décadas, a crista formada pelo ponto mais alto dessas geleiras marcou a fronteira entre os dois países. No entanto, as mudanças climáticas deslocaram essa crista ligeiramente em direção à Itália.
Em maio de 2023, a Itália e a Suíça trabalharam juntas em um acordo para redesenhar sua fronteira para refletir essas mudanças, deslocando uma pequena seção de sua fronteira para mais dentro do território italiano. Em outubro passado, o governo suíço aprovou oficialmente a mudança e o processo de aprovação está atualmente em andamento na Itália. Assim que for aprovado por ambos os países, as mudanças na fronteira se tornarão oficiais.
Ao contrário de muitas disputas de fronteira, esse redesenho foi bastante amigável e com pouca fanfarra de ambos os países. Adrian Brügger, um professor suíço de Engenharia Civil na Columbia, diz que isso provavelmente se deve à natureza dos países e fronteiras europeias. “Há uma atitude muito relaxada em relação às fronteiras”, disse Brügger em uma entrevista ao GlacierHub, acrescentando que as pessoas não se importam com a mudança, já que “a fronteira é o topo da montanha, e o topo da montanha mudou’”.
Embora a Suíça não faça parte da União Europeia, tanto a Itália quanto a Suíça fazem parte do Espaço Schengen, que permite viagens livres entre 29 países europeus, reduzindo a importância das mudanças de fronteira.
A reportagem na íntegra pode ser lida no CicloVivo
O mercado regenerativo corre o risco de repetir erros da sustentabilidade?
11/06/2026
Calculadora converte resíduos agroindustriais em créditos de carbono
11/06/2026
Caçador vira presa após cobra reagir a ataque e enforcar gavião em MS; veja cena rara
11/06/2026
12 cenas da floresta Amazônica que você nunca viu
11/06/2026
Lagarto de Fernando de Noronha tem reprodução lenta e pode ficar mais vulnerável
11/06/2026
Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, ganha plano de conservação
11/06/2026
