UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Orca ´em luto´ é vista carregando filhote morto nos EUA

07/01/2025

Tahlequah, a mãe orca que ficou conhecida em 2018 por carregar seu filhote morto por 17 dias, está de luto novamente. Segundo pesquisadores, outro filhote morreu nos últimos dias, e ela está segurando a cria pela barbatana para evitar que seja levada pelas águas.
A baleia vive em Puget Sound, uma enseada do Oceano Pacífico localizada nos Estados Unidos. Na última semana, pesquisadores da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que monitoram a orca, observaram que ela estava há dias agarrada à cria, que havia nascido recentemente, mas não sobreviveu.
Esta é a segunda perda de Tahlequah desde 2018, quando seu caso comoveu o mundo. Naquela ocasião, ela carregou o corpo do filhote por 17 dias, chamando a atenção para os desafios enfrentados pela espécie.
Os pesquisadores não sabem dizer há quanto tempo exatamente ela está segurando o filhote. No entanto, destacam que ela não está se alimentando e parece concentrada apenas em carregar o corpo e evitar que ele afunde. Outras baleias fêmeas foram vistas próximas a ela, oferecendo alimento.
A morte do filhote e o luto de Tahlequah preocupam os cientistas, pois a espécie está à beira da extinção. De acordo com o governo dos Estados Unidos, o número de orcas residentes no sul diminuiu ao longo dos anos, restando agora cerca de 70 no grupo.
Essas baleias enfrentam diversos desafios, incluindo a escassez de presas de alta qualidade, como o salmão, além de poluição sonora causada por navios e barcos, e a presença de poluentes tóxicos na cadeia alimentar. Esses fatores têm sido extremamente prejudiciais à espécie. Apesar disso, os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que causou a morte do filhote.
Joe Gaydos, diretor científico da Universidade da Califórnia, explica que estudos recentes mostram que os neurotransmissores e hormônios no cérebro das orcas são semelhantes aos dos humanos, indicando que elas vivenciam uma versão de luto comparável à nossa.
"Temos os mesmos hormônios que elas têm. Por que não deveríamos ter também as emoções que elas possuem? Não temos o monopólio das emoções. Então, é justo dizer que ela está sofrendo ou de luto", afirmou Gaydos.

Fonte: g1

Novidades

O mercado regenerativo corre o risco de repetir erros da sustentabilidade?

11/06/2026

Quando comecei a trabalhar com iniciativas ecológicas, há mais de uma década, a palavra da vez era t...

Calculadora converte resíduos agroindustriais em créditos de carbono

11/06/2026

Cascas de laranja, bagaço de maçã, pó de café, palha de cana-de-açúcar e sementes de açaí. Transform...

Caçador vira presa após cobra reagir a ataque e enforcar gavião em MS; veja cena rara

11/06/2026

Em uma estrada de terra no município de Jateí (MS), o pescador Rafael Gandine foi surpreendido por u...

Lagarto de Fernando de Noronha tem reprodução lenta e pode ficar mais vulnerável

11/06/2026

Quem visita o arquipélago de Fernando de Noronha, situado a cerca de 545 km da costa de Pernambuco, ...

Tatu-bola, mascote da Copa de 2014, ganha plano de conservação

11/06/2026

Quem se lembra do “Fuleco”? Mascote da Copa do Mundo de 2014, o personagem foi inspirado na espécie ...