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Coral endêmico de Galápagos é encontrado após passar 25 anos desaparecido

01/07/2025

Uma equipe de cientistas descobriu novas colônias de um coral endêmico, não visto há 25 anos e em risco de extinção das ilhas Galápagos, informou nesta quinta-feira (26) a Fundação Charles Darwin (FCD).
O Rhizopsammia wellingtoni, que tem de três a seis milímetros de diâmetro, "continua vivo e agarrado aos penhascos submarinos de Galápagos", afirmou a organização em nota.
O colorido coral solitário de Wellington foi registrado pela última vez em 2000. Sua população foi afetada pelo fenômeno El Niño, que aquece a água e foi especialmente severo nos anos de 1982, 1983, 1997 e 1998.
"Após esses eventos climáticos, não foi mais visto", disse à AFP Inti Keith, pesquisadora do programa de biodiversidade marinha da FCD.
A cientista afirma que ficou em "choque" quando viu um deles no ano passado. "Sempre pensei que havia desaparecido e que eventualmente teríamos que declará-lo como extinto", relatou.
A nova pesquisa relatou 250 colônias vivas nas ilhas Isabela e Ferandina, observou a FCD. Cientistas da California Academy of Sciences (CAS), com a colaboração da Direção do Parque Nacional de Galápagos (DPNG), também participaram da pesquisa.
Para os pesquisadores, após o impacto do El niño, esses corais cresceram em águas mais profundas, onde encontraram temperaturas adequadas para se desenvolverem.
"As condições mais frescas durante La Niña podem ter proporcionado um breve alívio do estresse térmico, permitindo que o coral reaparecesse em águas mais rasas", afirmou a FCD.
A descoberta "mostra a resiliência dos ecossistemas marinhos e ensina que o monitoramento e a proteção realizados em Galápagos (...) estão na direção certa", expressou Keith.
Estes corais endêmicos de Galápagos, o berço da teoria da evolução, habitam em águas com temperaturas entre 15 °C e 26 °C. Por seu tamanho, passam facilmente despercebidos.
Terry Gosliner, coautor do estudo, destacou a descoberta de "um recife de coral saudável e biologicamente diverso".
"Esta descoberta é um exemplo esperançoso de resiliência frente ao aumento das temperaturas oceânicas", destacou o curador de Zoologia de Invertebrados e Geologia do CAS, segundo declarações divulgadas pela Fundação.

Fonte: Folha de S. Paulo

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