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China quer restaurar ecossistemas após limpar rios e lagos

01/07/2025

Após alcançar avanços notáveis na melhoria da qualidade da água em todo o país, a China deu início a um projeto de dez anos com o objetivo de garantir que os ecossistemas ao redor dos corpos d’água também atendam a padrões elevados.
O plano, recentemente divulgado pelo Ministério da Ecologia e Meio Ambiente local, busca unir os avanços obtidos na qualidade da água em 2.573 rios e lagos com a restauração dos ecossistemas onde essa água doce está inserida — incluindo ambientes dos quais os humanos dependem e também os que abrigam artefatos culturais.
Ao longo de 4.000 anos de história, pode-se dizer que a protagonista da trajetória chinesa não é apenas sua população, mas a água doce. Desde que o cultivo de arroz começou nas planícies do centro e norte da China, o controle da água passou a ser um elemento unificador da sociedade chinesa — um legado atribuído ao primeiro imperador, que teria domado as enchentes do Rio Amarelo por volta de 2.700 a.C.
Com o passar dos séculos, viajantes relatavam maravilhados a abundância de água doce para irrigação e a complexa rede de canais que se estendia por grandes áreas. A Dinastia Qin realizou o maior projeto de engenharia paisagística do mundo antigo ao construir o Grande Canal. Já os rios Yangtze e Pérola foram cruciais, após a industrialização, para que o setor manufatureiro chinês alcançasse o mundo todo.
Além de essenciais à produção e ao abastecimento, rios e lagos inspiraram poemas, canções e construções simbólicas — como pontes, templos, palácios e vilas pitorescas em que canais substituem ruas, sempre que os recursos permitiam.
Em 2015, foi finalizado o plano de ação da China para a prevenção e controle da poluição da água. Em 2024, 90,4% das áreas de águas superficiais do país já haviam atingido a classificação de qualidade “excelente”.
O novo plano amplia o foco para toda a ecologia dos ecossistemas fluviais. Entre as metas estão: restaurar áreas de desova, garantir alimentação para aves migratórias nas zonas de pouso, melhorar a conectividade dos habitats e a passagem de peixes em locais com barreiras, fortalecer sistemas de controle de enchentes e drenagem, e monitorar a eutrofização em lagos e reservatórios.
“O documento marca outra iniciativa abrangente para proteger os ecossistemas aquáticos da China, seguindo o plano de ação para prevenção e controle da poluição da água em 2015”, explicou Liu Jing, vice-diretor do Departamento de Ecologia Hídrica e Meio Ambiente do ministério.
“Um rio ou lago bonito é aquele em que o fluxo ecológico é mantido e nunca seca. Além disso, as funções ecológicas dos corpos d’água e suas zonas de proteção devem ser preservadas ou restauradas, e a biodiversidade efetivamente protegida”, afirmou Liu.
Segundo ele, também é essencial que as emissões de poluentes nas bacias hidrográficas sejam bem controladas, garantindo a manutenção ou melhora da qualidade da água. “E que as demandas da população por paisagens e atividades recreativas à beira d’água também sejam atendidas”, completou.
Até 2030, é esperado um “progresso significativo”, com destaque para a reversão da atual tendência de declínio da vida selvagem aquática no Rio Amarelo e o avanço na recuperação da biodiversidade no Yangtze.

Fonte: CicloVivo

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