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Bateria de areia finlandesa reduz emissões em 70%

10/07/2025

Localizada no sul do país, Pornainen agora é lar da maior bateria de areia do planeta: uma estrutura térmica de 13 metros de altura por 15 de largura, desenvolvida pela empresa finlandesa Polar Night Energy. Com capacidade para guardar até 100 megawatts-hora (MWh) de calor, essa bateria deve reduzir em quase 70% as emissões do sistema de aquecimento urbano da cidade e ainda substituir, gradualmente, o uso do petróleo.
“Nosso objetivo é alcançar a neutralidade climática até 2035, e a bateria de areia representa um passo enorme nessa direção”, afirma Mikko Paajanen, CEO da Loviisan Lämpö, empresa responsável pelo sistema de aquecimento local.
Com sua adoção em grande escala, a bateria passou a fornecer a maior parte da energia da rede urbana. A estimativa é de que o consumo de cavacos de madeira caia 60%, enquanto uma caldeira de biomassa existente seguirá funcionando como apoio nos momentos de maior demanda energética.
Não é a primeira vez que a Finlândia aposta nesse tipo de armazenamento. Em 2022, a Polar Night Energy já havia instalado um protótipo menor em Kankaanpää — justamente quando a Rússia suspendeu o fornecimento de gás, incentivando o país a investir em fontes renováveis locais.
Os engenheiros Markku Ylönen e Tommi Eronen, cofundadores da empresa, tiveram a ideia em 2018. “Conversávamos sobre como, se pudéssemos projetar uma comunidade para nós mesmos, resolveríamos o problema da energia”, conta Markku. “Principalmente aqui no Norte, onde a questão do armazenamento energético é um desafio.” Foi aí que a areia se mostrou ideal: barata, abundante e com ótima capacidade de armazenar calor.
Embora úteis em certos contextos, baterias de lítio não são viáveis para estocagem em grande escala por conta dos custos e dos impactos ambientais. A areia, ao contrário, consegue reter calor por vários dias — ou até mesmo por meses.
O funcionamento é relativamente direto. A torre é preenchida com areia de baixa qualidade, que é aquecida usando eletricidade excedente de fontes solares ou eólicas. Isso acontece por meio do aquecimento resistivo: o calor gerado pelo atrito da corrente elétrica aquece o ar, que então passa por um trocador e transfere essa energia para a areia.
Atingindo cerca de 500 °C, esse calor permanece armazenado até que seja necessário. Nos dias frios, o sistema libera o ar quente, que aquece a água da rede de aquecimento da cidade. Em Kankaanpää, o sistema aquece desde casas e escritórios até piscina pública.
“Não tem nada de mágico nisso”, diz Markku. “A parte difícil está no software: precisamos entender como o calor se movimenta no interior do armazenamento para saber quanto temos disponível e em qual ritmo podemos carregar ou descarregar.”
A estrutura de Pornainen é aproximadamente dez vezes maior que o modelo instalado em Kankaanpää. Ela é feita com pedra-sabão moída, um resíduo da fabricante finlandesa de lareiras Tulikivi. Segundo o gerente de projeto Naskali, “a pedra-sabão que eles utilizam é algo bem típico da Finlândia”.
Mas não se trata apenas de uma escolha simbólica. O material atende bem às exigências de densidade e resistência térmica para esse tipo de armazenamento. “Selecionamos o meio de acordo com as necessidades de cada cliente”, explica Naskali. “Analisar e testar diferentes materiais é essencial para escolhermos soluções econômicas e alinhadas com a economia circular.”

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