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Concreto 3D captura mais CO₂ do que emite

22/07/2025

Uma equipe multidisciplinar da Universidade da Pensilvânia criou um concreto bioinfundido, impresso em 3D, que representa um avanço significativo em sustentabilidade. A inovação alia desempenho estrutural à capacidade de capturar mais dióxido de carbono do que emite durante sua produção — um salto ambiental importante, considerando que cerca de 9% das emissões globais de gases de efeito estufa estão ligadas direta ou indiretamente à produção de concreto, especialmente de cimento.
Esse novo material absorve até 142% mais CO₂, utiliza 68% menos material e mantém 90% da resistência estrutural, sendo ideal para impressão 3D de estruturas complexas, além de se mostrar promissor tanto na construção urbana quanto na restauração marítima.
A proposta parte da substituição parcial do cimento por terra diatomácea, um pó fino e altamente poroso composto por restos fossilizados de microalgas que viveram há milhões de anos. Esse componente, rico em sílica, possui uma estrutura microscópica que oferece vastas superfícies internas ideais para a retenção de CO₂.
Além de capturar carbono, a terra diatomácea melhora a reologia do concreto, facilitando o seu comportamento no processo de impressão 3D. Isso permite a criação de formas geométricas complexas, inspiradas em padrões naturais, como superfícies mínimas periódicas, capazes de ampliar em mais de 500% a área de superfície destinada à captura de carbono.
Ao mesmo tempo, a nova mistura reduz em até 60% o volume de material necessário, o que diminui drasticamente o uso de cimento — o principal vilão das emissões na construção civil. O resultado: menos massa, mais eficiência.
O concreto bioinfundido está sendo testado em elementos estruturais em escala real, como painéis de fachada, pavimentos e componentes de suporte, com resultados bastante promissores. A possibilidade de imprimir estruturas com grandes balanços, sem uso de formas, também amplia o potencial para projetos arquitetônicos sustentáveis.
No ambiente marinho, a aplicação está em fase experimental. Graças à sua porosidade e compatibilidade ecológica, o material se mostra útil na reconstrução de recifes de corais, bancos de ostras e plataformas submersas, favorecendo a fixação de organismos marinhos e contribuindo para a restauração ecológica, já que também absorve CO₂ da água.
A pesquisa avança ainda na integração com ligantes alternativos ao cimento Portland, como os de base magnésica ou ativados por álcalis. Outra frente de investigação é o uso de resíduos industriais como componentes reativos, o que fortaleceria ainda mais o ciclo de sustentabilidade do material.
Essa inovação representa uma mudança de paradigma ao transformar o concreto — tradicionalmente um material passivo — em uma ferramenta ativa no combate às mudanças climáticas. Sua capacidade de captura de carbono, somada à redução de consumo de materiais e energia, tem potencial para reduzir significativamente a pegada ambiental da construção, um dos setores mais poluentes do mundo.
Além disso, sua versatilidade permite aplicações em contextos urbanos, rurais e costeiros, com integração a estratégias de infraestrutura verde e design regenerativo. Caso seja escalado e associado a fontes de energia renovável, pode se tornar um pilar fundamental na descarbonização do setor sem comprometer a funcionalidade ou o design arquitetônico.

Fonte: CicloVivo

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