UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Megaboca: tubarão raríssimo encalha em Sergipe e será estudado por cientistas brasileiros; conheça e veja fotos

22/07/2025

Um visitante dos mares surgiu na costa brasileira: um tubarão megaboca (Megachasma pelagios), considerado uma das espécies mais raras do mundo, foi encontrado morto na praia de Barra dos Coqueiros, em Sergipe, no dia 4 de julho. Por sua raridade, o exemplar atraiu imediatamente a atenção de pesquisadores e já está sendo estudado por uma força-tarefa científica, com o objetivo de desvendar mais detalhes sobre a biologia e os hábitos desse gigante das profundezas.
O animal foi transportado para o Museu da Fundação Projeto Tamar, o Oceanário de Aracaju, onde está conservado no gelo. De acordo com o professor Cláudio Sampaio, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), conhecido como Cláudio Buia, a descoberta representa uma oportunidade única para a ciência.
— Em todo o mundo, há apenas 274 registros desse tubarão. Este é o quarto no Brasil — destacou Buia, que foi convidado a integrar a equipe de especialistas para examinar o animal.
O tubarão megaboca é o único representante da família Megachasmidae e chama atenção por seu tamanho e aparência incomum. O nome científico vem do grego: mega (grande), chasma (abertura) e pelagios (oceânico), numa referência direta à boca enorme e ao hábito de viver em mar aberto.
Embora esteja entre os maiores peixes conhecidos — fêmeas podem medir entre 3,4 m e 7,1 m, enquanto machos variam de 1,7 m a 5,4 m —, ele é totalmente inofensivo para os humanos. Alimenta-se de pequenos invertebrados e peixes em águas profundas e afastadas da costa.
O exemplar encalhado em Sergipe era um macho com 4,63 metros de comprimento e estava em bom estado de conservação, segundo os pesquisadores. Não havia sinais de marcas de redes, anzóis ou predadores externos, e as causas do encalhe ainda são desconhecidas.
Pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Projeto Tamar, do Projeto Meros do Brasil e da Ufal participaram da análise inicial do animal. Durante o exame, foram coletadas medidas corporais, vértebras para determinar idade e crescimento, além de amostras de parasitos internos.
— Este tubarão é tão raro que dificilmente há exemplares em museus ou coleções científicas na América Latina — explicou Cláudio Buia. — Por isso, a intenção é que ele seja exposto no Oceanário de Aracaju para despertar o interesse do público pela conservação marinha e estimular a curiosidade científica.
A ideia é que, após os estudos, o megaboca se torne uma peça de destaque no Museu da Fundação Projeto Tamar, contribuindo para a educação ambiental e a divulgação científica.
O Megachasma pelagios é considerado um dos tubarões mais misteriosos do planeta. Descoberto apenas em 1976, ele raramente é avistado por humanos devido ao seu hábito de nadar em águas profundas. Seu comportamento, reprodução e até mesmo distribuição completa nos oceanos ainda são pouco compreendidos pelos cientistas.
Para os pesquisadores brasileiros, o encontro com a espécie é um marco.
— Só com a articulação entre as instituições e a dedicação das equipes poderemos gerar informações inéditas sobre essa raridade — concluiu Buia.

Fonte: O Globo

Novidades

Onça-pintada monitorada há um ano é capturada em Corumbá (MS)

07/05/2026

Uma onça-pintada de 72 quilos que era monitorada havia um ano na área urbana de Corumbá, Mato Grosso...

VÍDEO: Elefante-marinho é flagrado às margens do Rio Piraquê-Açu em Aracruz

07/05/2026

Um elefante-marinho foi visto às margens do Rio Piraquê Açu, em Aracruz, no litoral Norte do Espírit...

Governo federal reconhece emergência em município do AC por derramamento de óleo em rio

07/05/2026

A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, teve a situação de emergência reconhecida pelo governo fe...

Projeto do AP que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade

07/05/2026

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) está transforman...

Projeto propõe usar lixo eletrônico como fonte de minerais críticos

07/05/2026

O Brasil gera mais de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano. É uma quantida...