
29/07/2025
Cientistas na Escócia desenvolveram bactérias capazes de transformar plástico em um precursor do analgésico acetaminofeno, conhecido também como paracetamol.
Apesar de ainda não ser um processo escalável, a reação representa um possível ponto de partida para sistemas de reciclagem e produção mais sustentáveis, considerando que o paracetamol é atualmente fabricado a partir de combustíveis fósseis, enquanto o plástico continua sendo uma das principais fontes de poluição ambiental.
O composto precursor, chamado ácido para-aminobenzóico (PABA), pode ser produzido naturalmente pela bactéria Escherichia coli. No entanto, no estudo, essa capacidade foi removida por meio de engenharia genética.
Com isso, as bactérias precisaram realizar um rearranjo de Lossen — processo no qual uma molécula contendo nitrogênio proveniente do ambiente é convertida em PABA. Esse composto também é precursor da vitamina B9, conhecida como ácido fólico.
A molécula utilizada foi o tereftalato de polietileno (PET), um dos plásticos mais amplamente usados atualmente. Estima-se que 350 milhões de toneladas desse polímero resistente e leve sejam descartadas como lixo e poluição todos os anos, compondo garrafas plásticas, embalagens e outros itens descartáveis.
Em temperatura ambiente, ao longo de 48 horas, 92% do PET foi convertido em PABA pelas bactérias modificadas — o mesmo ingrediente ativo do acetaminofeno/paracetamol, presente em analgésicos populares como Tylenol e Panadol.
Enquanto as fábricas que produzem esses medicamentos funcionam normalmente com base em combustíveis fósseis, a E. coli realizou o rearranjo sem qualquer emissão de carbono detectável. O PET, por sua vez, foi efetivamente reciclado na solução.
“Este trabalho demonstra que o plástico PET não é apenas um resíduo ou um material destinado a se tornar mais plástico; ele pode ser transformado por microrganismos em novos produtos valiosos, incluindo aqueles com potencial para tratar doenças“, afirmou o professor Stephen Wallace, membro do UKRI Future Leaders e presidente do Departamento de Biotecnologia Química, que participou da pesquisa e coassinou o artigo publicado.
“Com base no que observamos, é altamente provável que muitas — ou mesmo a maioria — das bactérias consigam realizar esse tipo de transmutação”, disse Wallace. “Isso abre uma nova maneira de pensar sobre como podemos usar micróbios como pequenas fábricas químicas.”
Fonte: CicloVivo
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