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Buraco negro raro é flagrado enquanto devora estrela; veja vídeo

05/08/2025

Astrônomos detectaram sinais do que pode ser um dos buracos negros mais raros do universo, do tipo massa intermediária, no momento que ele destrói uma estrela solitária nas bordas de uma galáxia distante. O fenômeno extremo, conhecido como evento de perturbação de maré, foi recriado em uma animação científica que simula o momento em que a estrela é destruída pela gravidade.
A descoberta, publicada em abril no periódico The Astrophysical Journal, reforça a existência dos chamados buracos negros de massa intermediária (IMBHs, na sigla em inglês), objetos cuja massa varia entre 100 e 100 mil vezes a do Sol. Esses corpos celestes ocupam uma faixa pouco compreendida entre os buracos negros estelares e os supermassivos, sendo considerados o "elo perdido" na evolução dessas estruturas.
O possível IMBH foi identificado como HLX-1, localizado a cerca de 450 milhões de anos-luz da Terra, nas extremidades da galáxia NGC 6099. Segundo os pesquisadores, o HLX-1 estaria por trás de um clarão detectado por telescópios espaciais — uma assinatura típica da destruição de uma estrela por força gravitacional extrema.
A partir de dados combinados dos telescópios Hubble e Chandra, a equipe observou uma fonte de raios X que atingiu o pico de intensidade em 2012 e vem diminuindo desde então. Para os cientistas, esse comportamento é compatível com a ocorrência de um evento de perturbação de maré, em que uma estrela é atraída para além do ponto de não retorno e estraçalhada.
Com simulações computacionais, os astrônomos criaram uma animação que mostra como o processo pode ter ocorrido, incluindo o efeito conhecido como “espaguetificação”, no qual a estrela é esticada até se desintegrar.
Buracos negros de massa intermediária são raríssimos justamente por sua posição ambígua: não são pequenos o bastante para serem remanescentes diretos de estrelas, nem grandes o suficiente para moldar galáxias ou emitir jatos energéticos detectáveis.
Os cientistas estimam que existam centenas deles espalhados pelo universo, mas poucos foram observados com clareza. A forma mais confiável de identificação, segundo os pesquisadores, é flagrá-los no momento em que destroem estrelas, como pode ter acontecido agora.
“Buracos negros de massa intermediária representam um elo perdido crucial na evolução dos buracos negros”, afirmou em comunicado Yi-Chi Chang, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan.
A confirmação da natureza do HLX-1 ainda depende de observações futuras. Caso a fonte de luz continue a escurecer sem reaparecer, os cientistas acreditam que se trate mesmo de um evento de perturbação de maré, e, por consequência, de um IMBH genuíno.
Novos instrumentos, como o Telescópio Espacial James Webb e o Observatório Vera C. Rubin, devem ajudar a identificar outros casos semelhantes. A teoria mais aceita hoje sugere que IMBHs se formem a partir da fusão de buracos negros estelares e cresçam ao longo de bilhões de anos até se tornarem supermassivos. Se confirmada, a existência desses objetos pode preencher lacunas importantes sobre a origem e a estrutura do cosmos.

Fonte: O Globo

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