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Grande Barreira de Corais sofre o maior evento de branqueamento já registrado

07/08/2025

A Grande Barreira de Corais da Austrália sofreu o evento de branqueamento "mais extenso" registrado na região em quase 40 anos de monitoramento, segundo um novo relatório do governo.
De acordo com o Instituto Australiano de Ciências Marinhas, que estudou 124 trechos do coral entre agosto de 2024 e maio de 2025, o episódio foi provocado por "níveis de estresse térmico sem precedentes", devido às altas temperaturas do oceano.
O calor acima da média faz com que os corais fiquem brancos porque a cor deles vem de microalgas coloridas (chamadas de zooxantelas) que vivem nos seus tecidos. Águas quentes demais por tempo demais fazem com que essas algas produzam uma substância tóxica ao coral, que as expulsa, deixando exposto o seu esqueleto calcário.
Um coral branqueado não está morto —mas está fraco e sujeito a doenças. Isso porque as zooxantelas, numa relação simbiótica, fornecem açúcares essenciais para alimentação do coral, produzidos através da fotossíntese.
Assim, quanto mais rápido o mar voltar à sua temperatura usual, mais cedo aquela colônia pode recuperar as microalgas e voltar a ter essa fonte de energia. Por outro lado, quando as ondas de calor são muito fortes e prolongadas, as chances de mortalidade crescem.
No relatório, publicado nesta quarta-feira (no fuso horário local; na terça-feira no Brasil), cientistas alertam para o grave estado de saúde da Grande Barreira, que é considerada a maior estrutura viva do mundo.
Os setores norte e sul do extenso recife sofreram "a maior diminuição anual de cobertura coralina" já registrada, segundo a agência governamental.
Os corais foram atingidos por ciclones tropicais e pela estrela-do-mar-coroa-de-espinhos, que se alimenta deles —mas não são eles os maiores vilões dessa história.
"A causa principal é a mudança climática", afirmou Mike Emslie, principal pesquisador do instituto australiano. "Não há dúvidas em relação a isso".
Com uma extensão de 2.300 quilômetros, a Grande Barreira abriga uma impressionante biodiversidade. No entanto, seus repetidos episódios de branqueamento ameaçam privar esta famosa atração turística de sua exuberância, tingindo os recifes de coral, outrora vibrantes, com um tom esbranquiçado.
O evento de branqueamento ocorrido entre 2024 e 2025 foi o sexto nos últimos nove anos.
O relatório revelou que um tipo de coral de rápido crescimento, conhecido como acropora, foi o mais afetado. Ele cresce rapidamente, mas também é um dos primeiros a branquear.
Richard Leck, do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), comparou a saúde da Grande Barreira de Corais a uma montanha russa.
"É um sinal de que o ecossistema está submetido a um estresse incrível e o que mais preocupa os cientistas é que o recife não continue se recuperando como fez até agora", disse.
Leck afirmou que alguns recifes de coral de todo mundo já não conseguem se recuperar e alertou que a Grande Barreira de Corais pode ter o mesmo destino se não forem tomadas medidas climáticas ambiciosas e rápidas.
A temperatura média da superfície do mar ao redor da Austrália em 2024 foi a mais alta já registrada, segundo a Universidade Nacional da Austrália.
O país está desenvolvendo atualmente sua próxima rodada de objetivos de redução de emissões de gases de efeito estufa, uma obrigação dentro do Acordo de Paris. A superpotência mineradora segue sendo um dos maiores exportadores de carvão do mundo e continua subsidiando fortemente seus setores de combustíveis fósseis.

Fonte: Folha de S. Paulo

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