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Garimpo ameaça árvores gigantes na Amazônia

02/09/2025

As árvores gigantes da Amazônia – a maior delas com 88 metros de altura – continuam sem proteção adequada e sob forte ameaça do garimpo ilegal, do desmatamento e da grilagem de terras. O alerta é da campanha Proteja as Árvores Gigantes, liderada pelo instituto O Mundo Que Queremos, com apoio de mais de 20 organizações ambientais e pesquisadores.
O movimento publicou, em 22 de agosto deste ano, uma nota técnica cobrando medidas urgentes de proteção, que será encaminhada a órgãos estaduais e federais. “Não basta o parque existir no papel. É preciso assegurar a presença efetiva do Estado e garantir que a unidade de conservação cumpra sua função socioambiental, que é proteger de forma integral as árvores gigantes. A COP30 será a grande vitrine do Brasil para o mundo, e não podemos correr o risco de exibir um santuário que simboliza a grandeza da biodiversidade amazônica enquanto a floresta continua ameaçada”, afirma Angela Kuczach, articuladora da campanha e diretora-executiva da Rede Pró-UC.
Descobertas em 2022 por meio de uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), essas árvores centenárias – com idades entre 400 e 600 anos – podem desaparecer antes mesmo de serem estudadas. A mobilização já conseguiu conquistas, como o cancelamento de cerca de 500 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) ilegais no Pará e a criação, em setembro de 2024, do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia.
O Parque, localizado em Almeirim (PA), tem 560 mil hectares e abriga o maior angelim-vermelho já registrado no Brasil, com 88,5 metros de altura – equivalente a um prédio de 30 andares. Apesar da categoria de proteção integral, a gestão ainda enfrenta falhas, já que apenas um profissional é responsável por essa e outras três unidades, somando 7 milhões de hectares.
No Amapá, a segunda maior árvore conhecida – com 85,44 metros – está em área vulnerável da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, onde a exploração madeireira é permitida. A apenas 1 km dali, funciona um garimpo ilegal que ameaça diretamente a região.
O Ministério Público do Amapá já recomendou o tombamento de sete árvores gigantes como patrimônio natural, mas ambientalistas defendem que apenas a criação de unidades de conservação de proteção integral poderá garantir a preservação delas.
Esses exemplares guardam registros valiosos da história climática da Amazônia. Uma única árvore pode acumular até 80% da biomassa de carbono de um hectare. A pesquisa que revelou sua existência usou sensoriamento remoto e mais de 900 sobrevoos, mas apenas 1% da floresta foi analisada – o que indica que muitas árvores gigantes podem ter sido derrubadas sem sequer serem descobertas.
“Encontrar uma árvore com 60 metros já é raro. Estamos investigando os fatores que causaram esse fenômeno de gigantismo e esperamos encontrar muitas outras árvores gigantes, inclusive maiores que 88 metros”, afirma o pesquisador Robson Lima, da Universidade Estadual do Amapá (UEAP).

Fonte: CicloVivo

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