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Natura une conservação e renda com agroindústria comunitária na Amazônia

09/09/2025

A inauguração de uma agroindústria no coração da Amazônia mostra que lucro e preservação podem andar juntos. Em parceria com a ASSOAB (Associação dos Produtores e Beneficiadores Agroextrativistas de Beruri), a Natura lança uma estrutura que beneficia mais de 190 famílias extrativistas, aumenta a renda dos produtores em até 60% e fortalece a bioeconomia local com um modelo que une inovação, sustentabilidade e inclusão social.
Neste 5 de setembro, Dia da Amazônia, a Natura reforça um ponto essencial: é possível ser uma grande companhia, gerar valor para acionistas, manter operações na floresta e ainda promover o bem-estar das comunidades que ali vivem. A nova agroindústria, localizada em Beruri (AM), permitirá a extração de óleo de Castanha da Amazônia, com capacidade para processar até 100 toneladas por ano, além de abrir espaço para outras cadeias produtivas, como murumuru, tucumã e cupuaçu, diversificando a renda local e aumentando a resiliência frente a eventos climáticos.
“Somos uma associação de extrema importância econômica para a cidade e geramos renda para mais de 190 famílias, sendo que mais da metade estão em quatro Terras Indígenas nos municípios de Beruri, Lábrea e Tapauá”, destaca Sandra Amud, presidente da ASSOAB, organização de base comunitária fundada em 1994 e liderada majoritariamente por mulheres.
Desde 2018, a ASSOAB trabalha com a Natura, atuando até então exclusivamente com a castanha em amêndoa. Além de poder ampliar a cesta de insumos fornecidos, o novo empreendimento “é parte de um investimento estratégico que garante a qualidade e a rastreabilidade dos bioativos da Amazônia”, que são essenciais para os produtos da marca. “A infraestrutura aumenta a resiliência da nossa cadeia de suprimentos frente a eventos climáticos”, afirma Mauro Costa, Gerente Sênior de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade da Natura.
Considerando o beneficiamento apenas da castanha e a atual capacidade operacional, a unidade terá potencial de beneficiar até 100 toneladas de matéria-prima por ano. O volume a ser processado dependerá de oferta de matéria-prima em campo e demanda de mercado.
A nova unidade marca a 21ª agroindústria comunitária apoiada pela Natura, integrando um modelo de economia regenerativa que valoriza a floresta em pé e compartilha os frutos da biodiversidade com quem a protege.
O projeto também adota práticas circulares e sustentáveis: resíduos da castanha alimentam a caldeira, há captação de água da chuva em parte de suas operações e sistemas de energia solar em implementação. Tais soluções, aliás, foram viabilizadas com apoio do Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva, que já mobilizou mais de R$ 26 milhões em em crédito e investimentos estruturantes.
“Assumimos, em julho, o compromisso de ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. (…) Isto só será possível por meio de atuações coletivas, como a da ASSOAB, que exemplifica como desenvolver a cadeia da castanha ao mesmo tempo em que se combate o desmatamento e garante a inclusão ao gerar renda para todos os envolvidos; entre eles, mulheres, jovens e indígenas”, afirma Angela Pinhati, Diretora de Sustentabilidade da Natura.
Inaugurada em 27 de agosto, a agroindústria deve começar a operar a partir da próxima safra da castanha, ou seja, no primeiro trimestre de 2026.
Ainda em celebração à Amazônia, a Natura revelou outro marco: mais de 50% do seu portfólio já utiliza ingredientes da sociobiodiversidade amazônica, totalizando mais de mil produtos com bioativos como castanha, babaçu, priprioca, ingá e murumuru. Os ingredientes estão presentes em linhas como Ekos, UNA, Chronos, Lumina, Tododia e Perfumaria.
“A nossa busca por insumos amazônicos é também uma questão de alta tecnologia. A floresta não é apenas um lugar; é um laboratório vivo, repleto de soluções. Em vez de recorrer a elementos não renováveis, nossa aposta está na biotecnologia de ponta”, explica Tatiana Ponce, Vice-presidente de Marketing, Pesquisa & Desenvolvimento da Natura.
Os insumos são fornecidos por 45 comunidades e cooperativas parceiras de oito estados da Amazônia Legal, beneficiando diretamente mais de 10 mil famílias. Tudo isso fortalece o modelo da bioeconomia da floresta em pé, que gera renda enquanto preserva a floresta, sendo uma solução concreta à exploração predatória tão comum em áreas de vulnerabilidade.
“Nosso modelo de negócio ilustra uma das soluções mais eficazes para o desafio climático: a bioeconomia da floresta em pé. O desenvolvimento econômico pode e deve estar em harmonia com a preservação ambiental”, conclui Ana Costa, Vice-presidente de Sustentabilidade da Natura.
Em um ano decisivo para o clima, com a COP 30 acontecendo em novembro em Belém, a Natura se posiciona como um exemplo prático de como o setor privado pode e deve atuar.

Fonte: CicloVivo

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