UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Niterói usa abelhas sem ferrão para impulsionar reflorestamento na cidade

16/09/2025

A cidade de Niterói está avançando em mais uma ação estratégica de sustentabilidade: as abelhas nativas sem ferrão, alojadas no meliponário mantido pela gestão municipal no viveiro de mudas da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), estão desempenhando um papel essencial na recuperação do Morro do Boa Vista, em São Lourenço. O trabalho desses polinizadores vem potencializando o plantio de mais de 700 mudas de espécies nativas realizado pelos garis, contribuindo diretamente para a regeneração de 2,2 hectares de vegetação e para o fortalecimento do ecossistema local.
O projeto de reflorestamento, executado com mudas produzidas no viveiro da Clin a partir de resíduos de poda, é um exemplo do compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento sustentável. No Morro do Boa Vista está sendo implantada uma usina solar fotovoltaica com mais de 2 mil módulos capazes de gerar 1,5 MW de energia limpa, além de um sistema de captação e reaproveitamento de água da chuva — iniciativas que reforçam a liderança de Niterói em políticas ambientais inovadoras. O investimento da Prefeitura é de R$ 7,7 milhões.
“Niterói possui mais da metade de seu território em áreas verdes preservadas por decreto. As ações de reflorestamento e preservação desses locais são fundamentais para garantir qualidade de vida e resiliência ambiental em Niterói. Ao recuperar ecossistemas degradados, estamos protegendo a biodiversidade, prevenindo deslizamentos e contribuindo para o equilíbrio climático da cidade”, afirmou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
A chegada das abelhas ao viveiro foi possível graças a uma doação feita por Marcelo Campos, responsável pelo Meliponário Recanto das Nativas. Criador de abelhas há dez anos, ele acredita que o cultivo de árvores nativas é fundamental tanto para a alimentação dos insetos quanto para ampliar o alcance da polinização. Para ele, a instalação do circuito das abelhas indígenas no espaço da Clin também tem um papel essencial de conscientização, aproximando crianças, estudantes e visitantes do valor das espécies nativas para o equilíbrio ambiental.
“Eu doei essas abelhas porque, com isso, estamos fazendo um grande bem para as crianças e estudiosos que visitam o viveiro, bem para o meio ambiente e bem para todos nós nesse processo. Quando entendemos que as abelhas sem ferrão não oferecem risco, passamos a enxergar como o Brasil é rico em biodiversidade e a importância de preservar cada espécie. Essa criação também contribui para a polinização cruzada, fortalecendo o projeto de reflorestamento realizado pelo viveiro da Clin”, destacou Marcelo Campos.
Desde a implementação do projeto com as abelhas sem ferrão no viveiro de mudas da Clin, os resultados positivos já são perceptíveis, especialmente na área de educação ambiental. “Recebemos a visita de diversas instituições educativas, e as abelhas têm sido um grande atrativo para os visitantes. Com isso, conseguimos conscientizar sobre a importância delas para a conservação do meio ambiente e intensificar o interesse pelo reflorestamento, pela biodiversidade e pela revitalização ambiental”, destacou o coordenador da Clin, Luiz Vicente Peres.
O trabalho diário no viveiro também mostra o impacto direto da ação. “Na Clin, iniciamos o processo de restauração ambiental com a plantação de mudas, no qual as abelhas desempenham um papel fundamental no sucesso desse trabalho. Nós plantamos as mudas e, a partir daí, as abelhas entram em cena: elas pousam nas flores, coletam o pólen e, ao voar de uma planta para outra, espalham o pólen, ajudando na polinização. Com isso, sem a necessidade de intervenção direta, elas são essenciais no crescimento e multiplicação das plantas. Embora plantemos as mudas, são as abelhas que, ao longo de suas vidas, continuam o processo de espalhamento, impulsionando o crescimento natural da floresta”, explicou Luiz Silva Neto, de 67 anos, funcionário responsável pelo viveiro da Clin há 26 anos.
Com uma produção anual de mais de 170 mil mudas de 305 espécies da Mata Atlântica — incluindo pau-brasil, aroeira, ipês, figueira-da-pedra e frutíferas como jabuticaba, açaí e pitanga —, o viveiro da Clin é um dos pilares da política ambiental da Prefeitura. Além de reforçar a vegetação nativa, as abelhas sem ferrão também auxiliam na polinização de plantas cultivadas e na produção de mel, cera, pólen e própolis.
“Com a ajuda das abelhas, o processo de reflorestamento tem avançado de forma mais eficiente, contribuindo diretamente para o meio ambiente e para a biodiversidade local. As abelhas desempenham um papel essencial, ajudando na polinização e no crescimento das plantas, o que fortalece a vegetação e o ecossistema ao redor”, destacou Tânia Mara Cipriana, funcionária da Clin há 22 anos.
Para o presidente da Clin, Acilio Borges, o projeto é um exemplo do compromisso de Niterói com a sustentabilidade e serve de referência para outras cidades brasileiras. “Esse projeto reúne ações integradas de reflorestamento, proteção de encostas, prevenção de erosões e incêndios e geração de energia limpa. Além disso, promove a educação ambiental e estimula o engajamento da população em ações sustentáveis. A participação das abelhas sem ferrão potencializa os resultados e mostra como soluções simples e inovadoras podem transformar o meio ambiente e a vida das pessoas”, afirmou Acilio Borges.

Fonte: O Dia

Novidades

Onça-pintada monitorada há um ano é capturada em Corumbá (MS)

07/05/2026

Uma onça-pintada de 72 quilos que era monitorada havia um ano na área urbana de Corumbá, Mato Grosso...

VÍDEO: Elefante-marinho é flagrado às margens do Rio Piraquê-Açu em Aracruz

07/05/2026

Um elefante-marinho foi visto às margens do Rio Piraquê Açu, em Aracruz, no litoral Norte do Espírit...

Governo federal reconhece emergência em município do AC por derramamento de óleo em rio

07/05/2026

A cidade de Tarauacá, no interior do Acre, teve a situação de emergência reconhecida pelo governo fe...

Projeto do AP que transforma caroço de açaí em gás de cozinha recebe certificado de viabilidade

07/05/2026

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) está transforman...

Projeto propõe usar lixo eletrônico como fonte de minerais críticos

07/05/2026

O Brasil gera mais de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletroeletrônicos por ano. É uma quantida...