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Mundo ouviu a ciência e a camada de ozônio está se recuperando

18/09/2025

O último 16 de setembro de 2025 marcou o 40º aniversário da Convenção de Viena, que reconheceu a destruição do ozônio estratosférico como um problema global e deu início à cooperação científica internacional. Na data que celebra o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, o mundo reconheceu os avanços das últimas quatro décadas na proteção dessa barreira atmosférica natural, que é fundamental para a vida no planeta uma vez que absorve os raios ultravioleta do sol.
A camada protetora de ozônio da Terra está se curando e o buraco na camada de ozônio em 2024 foi menor do que nos últimos anos, de acordo com um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada das Nações Unidas.
O Boletim de Ozônio da OMM relatou que o baixo nível de destruição da camada de ozônio observado em 2024 pode ser atribuído, em parte, a fatores atmosféricos naturais que determinam as flutuações anuais. No entanto, a tendência positiva de longo prazo reflete o sucesso de uma ação internacional coordenada.
“Há quarenta anos, as nações se uniram para dar o primeiro passo na proteção da camada de ozônio – guiadas pela ciência, unidas na ação”, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres. “A Convenção de Viena e seu Protocolo de Montreal tornaram-se um marco de sucesso multilateral. Hoje, a camada de ozônio está se recuperando. Essa conquista nos lembra que, quando as nações acatam os alertas da ciência, o progresso é possível”, completou.
A Convenção de Viena, assinada em 1985, levou à elaboração do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, firmado em 1987. O texto lista mais de 100 substâncias nocivas a serem eliminadas.
Até o momento, o Protocolo de Montreal levou à eliminação gradual de mais de 99% da produção e do consumo de substâncias controladas que destroem a camada de ozônio, que eram usadas em refrigeração, ar-condicionado, espuma para combate a incêndios e até mesmo spray para cabelo. Como resultado, a camada de ozônio está a caminho de se recuperar aos níveis da década de 1980 até meados deste século, reduzindo significativamente os riscos de câncer de pele, catarata e danos ao ecossistema devido à exposição excessiva aos raios UV.
“A pesquisa científica da OMM sobre a camada de ozônio é sustentada pela confiança, colaboração internacional e compromisso com a livre troca de dados – todos pilares do acordo ambiental mais bem-sucedido do mundo”, afirmou a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo.
Em 16 de setembro de 2009, a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal se tornaram os primeiros tratados na história das Nações Unidas a alcançar a ratificação universal.
Segundo o novo boletim da Organização Meteorológica, OMM, o buraco da camada de ozônio sobre a Antártida em 2024 foi menor do que nos anos anteriores, sinalizando recuperação gradual.
Projeções científicas apontam que os níveis globais poderão regressar aos valores de 1980 até 2040. No Ártico, a recuperação é prevista para 2045 e na Antártida até 2066.
Apesar do marco histórico, Guterres alerta que o mundo continua em risco de ultrapassar o limite de 1,5 ºC de aquecimento. O secretário-geral apelou aos Estados que ratifiquem e implementem a Emenda de Kigali, que prevê a eliminação gradual dos hidrofluorocarbonetos, Hfcs, potentes gases de efeito estufa. A medida pode evitar até 0,5 ºC de aquecimento até o fim do século, benefício que pode dobrar quando associada a tecnologias de refrigeração mais eficientes.
O chefe da ONU pediu ainda que este compromisso seja refletido nos novos planos climáticos nacionais, Ndcs, cobrindo todos os setores da economia e todos os tipos de gases.
Especialistas da OMM sublinharam a importância da vigilância atmosférica permanente e da cooperação científica internacional.
A proteção da camada de ozônio também gera impactos positivos em vários objetivos de desenvolvimento sustentável, incluindo saúde, ação climática, alimentação e preservação da vida terrestre.
Para Guterres, o êxito do Protocolo de Montreal deve inspirar novas ambições, pois cada fração de grau importa e cada ação conta. O líder da ONU afirmou que no Dia Internacional para a Proteção da Camada de Ozônio, é vital renovar o compromisso de proteger as pessoas e o planeta para as gerações futuras.

Fonte: CicloVivo

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