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Unesco reconhece 26 novas reservas da biosfera na Indonésia, na Islândia e em Angola

30/09/2025

Um arquipélago indonésio que abriga três quartos das espécies de corais da Terra, um trecho da costa islandesa com 70% da flora do país e uma área ao longo da costa atlântica de Angola, com savanas, florestas e estuários, estão entre as 26 novas reservas da biosfera designadas pela Unesco.
Segundo a agência cultural das Nações Unidas, as reservas abrigam alguns dos ecossistemas mais ricos e frágeis do planeta. Desde 1971, a lista reuniu 785 localidades em 142 países.
As reservas da biosfera, no entanto, vão além de áreas estritamente protegidas e incluem regiões onde as pessoas vivem e trabalham. A designação exige que cientistas, moradores e autoridades governamentais colaborem para equilibrar conservação e pesquisa com as necessidades econômicas e culturais locais.
"O conceito de reservas da biosfera é que a conservação da biodiversidade é um pilar do desenvolvimento socioeconômico" e pode contribuir para a economia, disse António Abreu, chefe do programa, acrescentando que conflitos e mal-entendidos podem surgir se as comunidades locais forem excluídas das decisões e do planejamento.
As novas reservas, em distribuídas em 21 países, foram anunciadas neste sábado (27) em Hangzhou, na China.
As novas reservas incluem uma área de 135 mil km² no arquipélago indonésio de Raja Ampat, lar de mais de 75% das espécies de corais do planeta, além de florestas tropicais e tartarugas marinhas raras e ameaçadas. A economia local depende da pesca, aquicultura, agricultura em pequena escala e turismo, segundo a Unesco.
Na costa oeste da Islândia, a Reserva da Biosfera de Snæfellsnes inclui picos vulcânicos, campos de lava, zonas úmidas, pastagens e o glaciar Snæfellsjökull. A reserva, com 1.460 km², é importante para aves marinhas, focas e mais de 70% da flora islandesa, incluindo 330 espécies de flores e samambaias. Sua população de mais de 4 mil pessoas depende da pesca, criação de ovelhas e turismo.
Em Angola, a nova Reserva da Biosfera de Quiçama, ao longo de 206 km da costa atlântica, é um "santuário da biodiversidade", abrangendo savanas, florestas, planícies alagáveis, estuários e ilhas. A fauna inclui elefantes, peixes-boi, tartarugas marinhas e mais de 200 espécies de aves. Os moradores vivem da criação de animais, agricultura, pesca e produção de mel.
Os moradores são parceiros essenciais na proteção da biodiversidade e ajudaram até a identificar novas espécies, disse Abreu. Cientistas também contribuem para restaurar ecossistemas e beneficiar a economia local.
Por exemplo, nas Filipinas, os recifes de corais em torno da ilha de Pangatalan foram severamente danificados pela pesca com dinamite. Cientistas ajudaram a projetar estruturas para regenerar os corais e ensinaram os pescadores a criar peixes por aquicultura, permitindo que os recifes se recuperassem.
Em São Tomé e Príncipe, uma reserva da biosfera na ilha de Príncipe levou à restauração de manguezais, que ajudam a reduzir impactos de tempestades e fornecem habitat importante.
O ecoturismo também se tornou relevante, com trilhas de biosfera e passeios guiados de observação de aves. Recentemente, uma nova espécie de coruja foi identificada na região. Este ano, foi adicionada uma reserva para a ilha de São Tomé, tornando o país o primeiro totalmente incluído em uma reserva.

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