
02/10/2025
Em vários momentos do ano, a sensação de que o calor não dá trégua tem se tornado rotina em diferentes regiões do Brasil e do mundo.
A explicação está em um fenômeno climático conhecido como bloqueio atmosférico, que mantém o ar quente preso sobre uma mesma área, impede a chegada de frentes frias e prolonga os períodos de altas temperaturas.
Esse período recebe o nome de canícula. Na prática, são cerca de 40 dias consecutivos de calor acima do normal, com chuvas escassas.
No Hemisfério Norte, costuma ocorrer durante o verão, entre julho e agosto. No Brasil, aparece geralmente entre janeiro e fevereiro.
Em 2025, a Europa registrou episódios marcantes: a Espanha enfrentou o verão mais quente da história e Portugal chegou a suspender aulas em meio a temperaturas que alcançaram 46,6 ºC.
Com o avanço do aquecimento global, esses eventos, antes pontuais, passaram a ser mais frequentes e intensos.
Em São Paulo, por exemplo, o número de dias em que as temperaturas ficam mais de 5 ºC acima da média subiu de 7 por ano na década de 1960 para mais de 50 na última década.
Só em 2025, várias ondas de calor já foram registradas em sequência.
As consequências são diretas. Estudos apontam que o risco de morte por infarto ou AVC aumenta até 50% durante extremos de calor.
Reservatórios sofrem queda nos níveis, o consumo de energia dispara e as cidades enfrentam temperaturas ainda mais elevadas pelo efeito das ilhas de calor urbanas.
No campo, os impactos também são severos: secas prolongadas reduzem a produção de soja e milho, elevam os custos de irrigação e ampliam o risco de incêndios.
Especialistas reforçam que é possível reduzir os danos com medidas de adaptação, como monitoramento climático, expansão de áreas verdes nas cidades, preparo dos sistemas de saúde e uso racional da água.
Fonte: g1
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