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Abaixo-assinado tenta evitar corte de árvores em museu de Niterói

16/10/2025

Moradores do Ingá, em Niterói, criaram um abaixo-assinado nesta segunda-feira (13) para tentar evitar a derrubada de seis árvores adultas no terreno do Museu Antônio Parreiras. De acordo com o grupo, elas estão saudáveis e serão derrubadas para dar lugar a um anexo administrativo. O manifesto já conta com mais de 1.800 assinaturas.
O Museu Antônio Parreiras, administrado pelo governo do estado, guarda a obra do artista plástico que sempre retratou e celebrou a natureza em sua obra. Os moradores que subscrevem o abaixo-assinado, criado na plataforma Change.org, dizem ter sido informados de que a opção de ajustar o projeto para preservar as árvores foi descartada por ser mais cara.
"Essas árvores não representam risco à segurança — estão fortes, floridas e cheias de vida. Elas fazem parte da história e da paisagem do museu, em um espaço que é patrimônio cultural e ambiental de Niterói.
Eliminar essas árvores significa apagar um pedaço da memória viva do bairro, reduzir o espaço verde e o frescor da região, e empobrecer um dos espaços de natureza abundante mais simbólicos do bairro", diz o texto.
O grupo pede a reavaliação do projeto, argumentando que é possível modernizar o centro cultural preservando a natureza.
"Preservar essas árvores é também honrar o olhar e o legado de Parreiras, um dos maiores defensores da beleza natural em nossa arte", afirmam.
Uma página intitulada SOS Árvores do Museu também foi criada no Instagram, para apoiar o movimento. Uma das postagens comenta ser irônico que, no momento em que se planeja a derrubada de seis árvores, o Museu Antônio Parreiras estava recebendo uma exposição intitulada "Parreiras e a paisagem ameaçada".
O GLOBO-Niterói procurou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que teria autorizado a obra, mas o órgão informou que o corte de árvores em perímetro urbano é de responsabilidade das prefeituras. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa também foi procurada, e disse que o assunto deveria ser tratado com a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), responsável direta pelo local.
De acordo com a Funarj, a supressão de seis árvores localizadas no terreno contíguo ao Museu Antônio Parreiras decorre da necessidade de implantação de um novo anexo administrativo.
"O terreno apresenta uma topografia em aclive, o que demandaria obras complexas de contenção e terraplanagem. Mesmo com essas intervenções, seria inevitável a supressão de parte da vegetação existente, já vulnerável. Assim, optou-se por uma solução técnica que equilibrasse a viabilidade econômica, segurança estrutural e adequação funcional, conforme os princípios da administração pública, especialmente o da economicidade. Ressalta-se que as árvores em questão não são centenárias, tampouco espécies raras", diz, em nota.
O projeto, acrescenta, está em fase de finalização e conta com a elaboração de um Relatório de Impacto Ambiental (RIA), que será submetido à aprovação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói e, após protocolado, poderá ser consultado por qualquer cidadão.
A Funarj diz ainda que, após estudos técnicos e consultorias junto aos órgãos competentes, incluindo Iphan, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Defesa Civil, o órgão concluiu que seria inviável, do ponto de vista técnico e orçamentário, não suprimir as árvores, devido à topografia do terreno e à necessidade de garantir estabilidade e segurança à edificação.
"Além disso, não é possível realizar ampliações na área atual do museu, uma vez que o edifício principal e seus jardins são tombados, o que inviabiliza qualquer intervenção estrutural nesse espaço. Assim, a construção do anexo no terreno contíguo foi a única alternativa."
Um plano de compensação ambiental, informa, está sendo elaborado, conforme as exigências da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói, e as medidas deverão incluir o plantio de novas espécies nativas da Mata Atlântica em quantidade superior à das árvores suprimidas, preferencialmente na encosta remanescente do terreno.
Por fim, a Funarj reforça o seu compromisso em promover a cultura e a sustentabilidade nos equipamentos culturais administrados pela fundação, incluindo um projeto pioneiro de instalação de energia renovável em teatros públicos. Ele prevê a criação de cinco estações de produção de energia, levando os créditos limpos para oito equipamentos culturais administrados pela Funarj. Batizado de ECO FUNARJ, a iniciativa tem a previsão de redução de quase 32 toneladas mensais na emissão de CO₂ na atmosfera.

Fonte: O Globo

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