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É possível fazer dinheiro sem destruir a natureza? Da borracha ao cosmético, a Amazônia mostra que é possível

30/10/2025

Há quem diga que meio ambiente e economia não andam juntos, mas o Brasil quer provar o contrário. Na COP30, conferência da ONU sobre o clima que acontece em Belém, o país pretende se apresentar como um exemplo de economia verde.
🔴 O desafio é enorme: a Amazônia Legal concentra 60% do território brasileiro, abriga a maior floresta tropical do planeta — e, ainda assim, responde por apenas 10% do PIB nacional.
Além disso, é também uma das regiões com maior desigualdade do país, onde quase metade da população vive em situação de pobreza.
Por outro lado, é justamente ali que está o maior potencial de uma nova economia: a que usa os recursos da floresta sem destruí-la. Estudos apontam que, se ganhar escala, a bioeconomia pode adicionar R$ 40 bilhões ao PIB da Amazônia Legal até 2050 e gerar mais de 800 mil novos empregos.
O g1 visitou projetos que mostram, na prática, como a floresta pode gerar riqueza sem desmatamento.

A francesa que escolheu o Brasil

Diferentemente de outras marcas internacionais, a produção da Veja é feita no Brasil. A maior parte das marcas internacionais está na Ásia, conhecida pela produção mais barata, seja pelo custo da mão de obra ou por ter menos exigências ambientais.
Foi em uma viagem pela Amazônia que dois amigos franceses decidiram que o Brasil seria sua sede. A proposta da empresa era conciliar rentabilidade e redução de impacto ambiental.
François Morillion, cofundador da Veja, explica que o primeiro ponto era a borracha, matéria-prima base para os tênis. Na Amazônia, a seringueira é parte do bioma, não sendo necessário intervir em uma área para explorar o material.
"O único lugar do mundo em que a borracha não é plantada é a Amazônia. A gente queria usar a borracha como uma maneira de manter a floresta em pé e foi o que fizemos." — François Morillion, cofundador da Veja.
Usando borracha e algodão brasileiros, eles investiram em um modelo de comércio justo.

➡️ A ideia era que as famílias fornecedoras fossem bem remuneradas para não dependerem de outras atividades que poderiam causar desmatamento, como o corte de árvores ou a criação de gado.

Segundo o cofundador François Morillion, a empresa afirma pagar mais de três vezes o preço médio da borracha.

A matéria completa pode ser lida no g1

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