
11/11/2025
Nos últimos anos, a bicicleta tem ganhado espaço no debate sobre mobilidade urbana e sustentabilidade, mas ainda de forma tímida diante da predominância do carro nas cidades brasileiras.
Em um país onde a expansão urbana foi planejada para o automóvel, pedalar continua sendo, para muitos, um ato de resistência ou, ao menos, um desafio cotidiano.
Nas redes sociais, uma ironia acabou sintetizando esse contraste: “a bicicleta é a morte lenta do planeta”.
A frase, que viralizou em tom provocativo, virou ponto de partida para discutir como o transporte limpo desafia um modelo econômico baseado no consumo de combustíveis fósseis e na dependência do carro particular.
🌎 Na prática, pedalar é o oposto da “morte” do planeta: é menos fumaça, menos ruído e mais saúde.
Ainda assim, o modal segue marginalizado no planejamento urbano.
A malha cicloviária avança lentamente, a integração com outros meios de transporte é limitada e a falta de segurança desestimula novos ciclistas.
Segundo o professor Marcus Quintella, especialista em infraestrutura e diretor da FGV Transportes, a bicicleta ainda ocupa um papel pequeno na matriz de mobilidade brasileira.
“O potencial é enorme, mas as políticas públicas seguem voltadas ao carro. Sem planejamento integrado e infraestrutura adequada, o ciclismo continuará sendo exceção, e não parte da solução”, afirma.
A mudança, dizem especialistas, depende não só de investimentos, mas de uma transformação cultural: uma nova forma de pensar o deslocamento nas cidades, em que a bicicleta deixe de ser vista como símbolo de risco ou informalidade e passe a ser reconhecida como um componente essencial de um sistema urbano mais eficiente e sustentável.
“A bicicleta é um modo de transporte complementar. Ela faz parte da micromobilidade e representa entre 1% e 3% das viagens urbanas no país. Nunca vai ser o principal meio, mas tem um papel essencial na conexão entre diferentes modais”, explica Quintella
Essa função de “alimentar” o sistema de transporte, levando o passageiro de casa até o metrô, o trem ou o ônibus, é fundamental em cidades com redes integradas.
Mas, no Brasil, ainda faltam ciclovias contínuas, bicicletários e segurança viária.
Segundo o IBGE, apenas 1,9% da população urbana, cerca de 3,3 milhões de pessoas, vive em ruas com sinalização para bicicletas, e 54% dos municípios não têm nenhuma ciclovia.
A matéria completa pode ser lida no g1
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