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Re.green, BTG e Pátria consolidam investimento florestal em parceria com BNDES

13/11/2025

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta quarta-feira (12), durante a COP30, em Belém, no Pará, cinco novas operações de crédito do Fundo Clima Florestas voltadas à restauração e à implantação de sistemas agroflorestais.
Os contratos somam R$ 912 milhões e têm a perspectiva de gerarem R$ 3,1 bilhões em investimentos totais, considerando as contrapartidas previstas pela iniciativa privada.
No grupo há empresas ligadas ao BTG, um dos maiores banco de investidores da América Latina; ao Pátria Investimentos, gestora consolidado no desenvolvimento de participações em empresas; e ao Re.green, que há poucos dias recebeu, na categoria "Proteger e Restaurar a Natureza", o Earthshot Prize 2025, prêmio criado pelo príncipe William que ficou conhecido como o "Oscar da Sustentabilidade.
"A restauração florestal virou uma agenda econômica concreta no Brasil", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. "Estamos combinando crédito competitivo, ciência, inovação e parcerias com o setor privado para gerar emprego, renda e recompor a biodiversidade."
A Re.green fechou um segundo contrato com o banco público e vai receber R$ 250 milhões para restauração e de espécies nativas em 19 mil hectares distribuídos entre a amazônia e a mata atlântica. A empresa já havia recebido R$ 187 milhões em 2024 e soma agora R$ 437 milhões em crédito do Fundo Clima. Os projetos devem empregar 3.000 pessoas e evitar a emissão de 1,27 milhão de toneladas de CO₂ equivalente por ano.
A empresa é referência em reflorestamento e restauração ecológica a partir de encomendas de empresas, entre elas grandes negócios como a Microsoft, Vivo e Nestlé. Segundo o CEO da Re.green, Thiago Picolo, a nova injeção de recursos será usada para ampliar a busca por terra para investimentos e a atração de clientes.
O BTG Pactual, por meio da Camapuã Agropecuária, obteve R$ 200 milhões para restaurar e proteger 49,4 mil hectares no cerrado, em Mato Grosso do Sul. O empreendimento prevê a criação de 36 milhões de créditos de carbono e tem parceria com a Universidade Federal de Viçosa e a Conservação Internacional.
O Pátria Investimentos também fechou acordo para recebr R$ 200 milhões voltados à implantar SAFs (Sistemas Agroflorestais) em áreas degradadas da Bahia, Espírito Santo e São Paulo. A iniciativa integrará culturas de cacau, café e abacate com espécies nativas da mata atlântica, com foco em regiões de baixo IDH, como o Vale do Ribeira.
A Tree+, empresa do Grupo Lorentz, criador da antiga Aracruz Celulose, recebeu R$ 152 milhões para recuperar 15 mil hectares de mata atlântica no norte e no sul fluminense. O projeto inclui o plantio de espécies nativas, recomposição de áreas de preservação e formação de corredores ecológicos.
A Flona Irati Florestal, do Grupo Ibema, teve R$ 110 milhões aprovados para restaurar a Floresta Nacional de Irati, no Paraná — a primeira concessão florestal federal do bioma mata atlântica estruturada pelo BNDES. O projeto, que conta com a Suzano entre os acionistas, inclui remoção gradual de espécies exóticas, plantio de nativas e ações de capacitação e ecoturismo.
O evento na COP30 que oficializou os financiamentos, foi prestigiado. A ministra de Meio Ambiente e Mudança do Clima, Mariana Silva, e o pesquisador brasileiro, Carlos Nobre, participaram.
Marina destacou a importância das parcerias empresariais, porque, segundo ela, mostra a importância da economia na discussão. "O grande debate nesta COP30 ocorre entre clima, ecologia e economia", afirmou.
Segundo Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, as novas operações consolidam o Fundo Clima como um instrumento estratégico da transição ecológica. "Estamos mostrando que o Brasil pode gerar riqueza e prosperidade reconstruindo suas florestas", afirmou.
Os cinco aportes fecham a soma de R$ 7 bilhões aplicados em florestas brasileiras com apoio do BNDES nos últimos dois anos. Ainda na cúpula dos líderes, que antecedeu a COP30, Mercadante antecipou o anuncio. Os recursos permitem o plantio de 283 milhões de árvores e a captura de 54 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera. "O Brasil tem todas as condições de liderar a nova economia da floresta e transformar o arco do desmatamento no arco da restauração", disse ele.

Fonte: Folha de S. Paulo

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