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Mulheres cultivam futuro com agroflorestas no Pará

10/03/2026

No Pará, mulheres agricultoras estão transformando seus territórios por meio de agroflorestas. A RAMA (Rede de Apoio a Mulheres Agroflorestoras) articula produtoras rurais que atuam do plantio à comercialização, fortalecendo a autonomia feminina e promovendo práticas sustentáveis na Amazônia.
Para Iêda Rivera, uma das responsáveis pelo projeto, a iniciativa surge da necessidade de dar visibilidade ao trabalho das mulheres do campo e de garantir condições mais justas de produção e geração de renda. Além de integrar questões de gênero, raça e classe, a rede amplia o acesso à assistência técnica, à formação continuada e a oportunidades de financiamento.
Isso tudo junto com a inclusão dos sistemas agroflorestais no território, ampliando o acesso a alimentos saudáveis, sem veneno e que são produzidos gerando impacto ambiental positivo, ajudando a equilibrar e nutrir o solo da floresta.
“Nós somos um movimento coletivo, em que as pessoas se reúnem para implantar sistemas agroflorestais nas propriedades, utilizando culturas que já fazem parte da nossa realidade local. Isso mostra que fazer agrofloresta faz sentido para o nosso território e também para o clima, porque produzimos alimento, recuperamos áreas e fortalecemos a floresta ao mesmo tempo”, afirma Iêda.
Nos sistemas agroflorestais, as agricultoras combinam culturas agrícolas com espécies arbóreas nativas, recuperando áreas degradadas e diversificando a produção. O modelo contribui para a segurança alimentar das famílias, para a conservação da biodiversidade e para a mitigação das mudanças climáticas.
Além dos impactos ambientais positivos, a RAMA fortalece redes de apoio e troca de saberes entre mulheres, estimulando liderança, protagonismo e participação nas decisões sobre o uso da terra. Ao valorizar conhecimentos tradicionais e práticas agroecológicas, a rede demonstra que justiça social e conservação ambiental caminham juntas.
“O que temos feito com muita força são oas mutirões agroflorestais, inclusive aqui na minha propriedade. Só nesse Carnaval, realizamos dois dias de mutirão na região metropolitana de Belém. Houve também uma ação em Cotijuba e agora estamos levando a iniciativa para o Marajó, além de municípios como Mãe do Rio e Primavera”, finaliza Iêda.
Iniciativas como a RAMA evidenciam que investir nas mulheres é investir no futuro da floresta e que enfrentar a crise climática passa, necessariamente, pelo reconhecimento e fortalecimento de quem já cuida da terra todos os dias.

Para saber mais sobre a rede de apoio, siga @rama.agroflorestas no instagram.

Fonte: CicloVivo

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