
17/03/2026
Ao menos 66 pessoas, incluindo oito crianças, morreram desde que fortes chuvas e enchentes atingiram o Quênia no final da semana passada, informou a polícia neste domingo (15).
A capital, Nairóbi, foi a área mais afetada, com 33 vítimas fatais, disse a corporação em comunicado. Em seguida vem a região leste do país, com 18 mortos, e outros 8 foram registrados no Grande Vale do Rifte.
A província de Nyanza, no sudoeste do país, teve quatro mortos. Duas pessoas morreram no litoral e uma na região central do Quênia.
Ainda segundo as forças nacionais de segurança, mais de 2.000 famílias foram desalojadas, com danos a propriedades e infraestrutura em todo o território.
"À medida que as chuvas persistem em várias regiões do país, nós pedimos ao público extremo cuidado, que acompanhem as atualizações e obedeçam às orientações de segurança do Departamento Meteorológico do Quênia e outras agências governamentais", afirma a polícia queniana no comunicado.
No último dia 6, Nairóbi foi atingida por chuvas intensas, que transforaram as principais ruas da cidades em rios, inundando casas e estabelecimentos comerciais durante a noite. Os rios Nairóbi e Ngong transbordaram, causando inundações.
Na manhã de sábado, equipes de resgate começaram o resgate de corpos, principalmente de veículos que foram arrastados pela força das águas.
De acordo com a Cruz Vermelha, 11 pessoas foram resgatadas de um micro-ônibus, conhecido como matatu, que ficou ilhado na capital.
Cientistas afirmam que o aquecimento global está agravando enchentes e secas em toda a África Oriental ao concentrar as chuvas em períodos mais curtos e intensos.
Um estudo de 2024 do World Weather Attribution concluiu que as mudanças climáticas tornaram chuvas devastadoras que atingiram a região naquele ano duas vezes mais prováveis do que antes.
"O que o Quênia está vivendo agora não é uma catástrofe isolada. Enquanto Nairóbi afunda nas enchentes, comunidades no Nordeste do país enfrentam uma seca prolongada que dizimou meios de subsistência e secou fontes de água", disse o Greenpeace África em um comunicado.
"São duas faces do mesmo sistema climático quebrado, e o Quênia está enfrentando ambas ao mesmo tempo".
Fonte: Folha de S. Paulo
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