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Lula defende explorar petróleo na margem equatorial antes que Trump ´ache que é dele´

21/05/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a exploração de petróleo na margem equatorial do Brasil, afirmando que o país deve explorar a região antes que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida ocupá-la.
"A gente vai fazer com a maior responsabilidade do mundo, mas a gente não pode deixar [de usar] uma riqueza que está a quase 500 metros de distância da nossa margem. Daqui a pouco o Trump vem, acha que é dele e vai lá", afirmou Lula nesta segunda-feira (18) em Paulínia (SP).
Na sequência, o presidente lembrou declarações recentes do presidente norte-americano, que insinuou que poderia ocupar o Canadá, a Groenlândia, o Golfo do México e o Canal do Panamá: "Quem é que [garante que] ele não vai dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então, nós vamos ocupar."
Lula afirmou ainda que "ninguém tem mais responsabilidade com a amazônia" do que o Brasil, afirmando que os recursos da eventual produção de petróleo seriam revretidos para o país.
A margem equatorial vai do Rio Grande do Norte ao Amapá e é onde fica a bacia da Foz do Amazonas —considerada a mais promissora para o setor de combustíveis fósseis, após descobertas gigantes de petróleo na Guiana.
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas é um dos pontos de maior tensão neste mandato de Lula, opondo os ministérios do Meio Ambiente e Minas e Energia.
A região é vista como etapa crucial pela Petrobras para ampliar suas reservas, mas especialistas apontam que a gestão de um possível acidente na região, de grande sensibilidade ambiental, seria difícil.
A área abriga os maiores manguezais do Brasil, na costa do Amapá, e imensos sistemas de recifes de corais, que foram descobertos recentemente e sobre os quais ainda se sabe pouco.
Ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Lula visitou a Replan (Refinaria de Paulínia) para anunciar investimentos da estatal em São Paulo. O montante chega a R$ 37 bilhões até 2030.
Os recursos serão voltados ao biorrefino, logística, exploração e produção, descarbonização e geração de energia sustentável, com estimativa de criação de 38 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
Cerca de R$ 6 bilhões serão aplicados na Replan, a maior refinaria da Petrobras, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

Fonte: Folha de S. Paulo

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